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    Saiba como prevenir a doença do beijo, comum nesta época

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    No período das festas de Carnaval é especialmente importante a população ficar atenta às doenças e infecções que costumam circular com maior frequência, como a mononucleose, conhecida popularmente como “doença do beijo”.

    A mononucleose, uma doença resultante da exposição ao vírus Epstein-Barr (membro da família do vírus do herpes), é transmitida principalmente pela saliva, de onde decorre o nome popular.  Entretanto esta não é a única via de contágio – a transmissão pode ocorrer pelo contato com objetos infectados, como copos ou escovas de dentes, e por espirros e tosses. Por isso, enquanto se aproveita a folia de carnaval, também é importante ingerir alimentos e bebidas de procedência conhecida e de recipientes próprios ou descartáveis.

    Menos comumente, a mononucleose também pode ser transmitida pelo contato sexual ou transfusão de sangue, e as pessoas infectadas podem contaminar outros indivíduos mesmo após os sintomas cessarem.

    Com relação à saúde bucal, além do vírus estar presente na saliva, sendo a principal forma de contágio, a boca de uma pessoa contaminada também pode apresentar sintomas. Segundo informações da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, uma a cada quatro pessoas contaminadas podem manifestar múltiplos pequenos pontos avermelhados na mucosa do palato (“céu da boca”). Esses pontos, geralmente, surgem e desaparecem em um período de 24h a 48h.

    Sintomas

    O vírus pode ficar incubado no organismo por um período que varia de 30 a 45 dias, para então apresentar os sintomas. Fadiga, mal-estar e falta de apetite estão entre indícios iniciais da doença. Com o tempo, grande parte dos casos podem desenvolver febre de até 40°C, dor e inflamação da garganta, tosse e nódulos no pescoço.

    O tratamento da mononucleose é voltado para amenizar os sintomas já que, na maioria dos casos, a doença regride dentro de 4 a 6 semanas. Recomenda-se bastante repouso, ingestão de alimentos leves e muita água.

    Carnaval e saúde bucal
    Ainda segundo a Câmara Técnica, outras doenças costumam atingir a saúde bucal em época de Carnaval. Algumas infecciosas – como herpes, candidíase e HPV – podem ser transmitidas pela saliva. Em caso de qualquer sensação de dor ou desconforto na região da boca, é fundamental procurar atendimento de um cirurgião-dentista.

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