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Paraná tem 305 casos de dengue a mais; 12 municípios estão em situação de alerta

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Boletim Epidemiológico semanal sobre a dengue no Estado, divulgado nesta terça-feira (3), registrou 1.869 casos confirmados, 305 a mais que na semana anterior. Deste total, 1.480 são autóctones; os casos foram contraídos no município de residência. Também aumentaram os municípios em situação de alerta; eram dez e agora são doze. Cianorte e Doutor Camargo entraram para situação de alerta nesta semana. Os outros municípios são: Lindoeste, Juranda, Douradina, Indianópolis, São Carlos do Ivaí, Flórida, Munhoz de Mello, Florestópolis, Leópolis e Uraí.

Em situação de epidemia estão oito municípios, um a mais que na semana anterior. Nova Cantu, Quinta do Sol, Inajá, Santa Isabel do Ivaí, Ângulo, Floraí, Uniflor e Colorado atingiram este patamar e somam 713 casos autóctones.

O Paraná apresenta 12.254 notificações para a dengue do dia 28 de julho até agora.


LIRA

O Levantamento Rápido de Índices de Infestação (LIRA) mostra a porcentagem entre o número de imóveis pesquisados e o de imóveis onde os criadouros do mosquito foram encontrados. É realizado periodicamente pelos municípios, mas o levantamento realizado entre outubro e novembro serve de referência nacional.

O município com maior índice de infestação predial do “Aedes Aegypti” é Ivatuba, na região Noroeste, com 10%, o que significa que em cada 100 imóveis pesquisados, 10 estavam com criadouros.

Na sequência, estão os municípios de Morretes, com 8,3%; São Miguel do Iguaçu, com 6,6%; Quinta do Sol, com 6,1%; Santa Mariana, com 5,1%; Nova Esperança, com 4,9%; Munhoz de Melo, com 4,6%; Bela Vista do Paraíso, com 4,2%; Francisco Beltrão e Nova Prata do Iguaçu, com 4,1%, e Paranaguá, Itaipulândia, Campo Bonito e Jataizinho, com 4%.

O resultado geral do Paraná mostra que 55,6% dos municípios apontam índices abaixo de 1%, que segundo o Ministério da Saúde, ainda é considerado satisfatório e neste patamar estão 222 municípios paranaenses; 39,6%, ou seja, 158 municípios registram de 1% a 3,9% e são considerados em alerta; e 3,5%, correspondendo a 14 municípios, mostram alto potencial vetorial, com quantidade de criadouros suficientes para gerar epidemia.

Criadouros - 43% dos criadouros foram localizados em recipientes plásticos, garrafas e latas, acumulados destampados nos quintais das residências, e em entulhos de construção, caçambas e latas de tintas também deixadas abertas nos quintais; 23,5% estão nos depósitos de água a nível do solo e 22,6% estão nos pratinhos de vasos de plantas, recipientes de degelo de geladeiras, bebedouros, pequenas fontes ornamentais; 7,3% foram encontrados em pneus e 5,3% em tanques em obras, borracharias e hortas; calhas lajes e toldos em desníveis, ralos de sanitários em desuso, piscinas não tratadas, cacos de vidro em muros e floreiras e vasos nos cemitérios.

“Reforçamos a orientação de que as medidas de prevenção contra a dengue precisam ser adotadas por toda a população, pois o verão está chegando e os casos da doença podem aumentar. A participação da sociedade no combate ao mosquito da dengue é fundamental”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

“Podemos observar pelo LIRA divulgado hoje que mais de 72,9% dos criadouros estão nos domicílios, por isso a recomendação para que todos verifiquem em seus domicílios e eliminem os focos de água parada”, complementa a coordenadora de Vigilância Ambiental da SESA, Ivana Belmonte.


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Edhucca

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