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Oncinhas do Refúgio Bela Vista da Itaipu ganham nomes

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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Dentro  de  até  dois  anos,  os filhotes de onça-pintada nascidos na Itaipu,  recém-batizados  de  Poty  e  Pytu,  poderão  ser  introduzidas na natureza.  O  anúncio  foi  feito pelo diretor de Coordenação, general Luiz Felipe  Carbonell,  e  pelo  diretor-geral  brasileiro  de  Itaipu, general Joaquim  Silva  e  Luna, durante o batismo das oncinhas, realizado na tarde dessa  sexta-feira  (11),  no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), em Foz do Iguaçu.     

 “Daqui  a  um  ano faremos uma avaliação para saber se a reintrodução será  possível.  O  futuro aponta nessa direção e nosso pessoal está focado nesse  objetivo”,  disse  o  general Silva e Luna. Carbonell reforçou que o processo  é  longo  e  bastante  complicado,  e  que requer muitos testes e avaliações.  “Estamos estudando, existem algumas possibilidades, mas o mais importante  agora  é  fazer  os testes genéticos e aguardar os resultados”, disse o diretor.      

As  duas oncinhas estão saudáveis e vivendo em cativeiro na companhia da mãe, Nena. O nome escolhido para a fêmea é Poty, que significa “flor” emavá-guarani; e o macho é Pytu, que, no mesmo idioma, significa “fôlego”. 

Os nomes  foram  escolhidos  por  meio  de  votação  pelos  alunos das escolas municipais  Arnaldo  Isidoro de Lima e Padre Luigi Salvucci, localizadas na Vila  C,  mesmo  bairro  do RBV. Como prêmio pela participação, cada escola recebeu três notebooks da Itaipu.      

A  revelação  dos nomes aconteceu em uma cerimônia com a presença das crianças, todas vestindo orelhinhas de onça. As oncinhas ganharam até mesmo uma certidão de nascimento, onde constam os nomes, número de microchip e as assinaturas dos diretores.

“Onde  tem criança tem alegria, tem festa, tem esperança, tem semente de  futuro.  E  envolver as crianças nesse tipo de ação é muito importante,porque  se  divertindo,  brincando,  elas  vão  aprendendo  e  criando  uma mentalidade  ligada  à  preservação  da natureza. Isso interessa para todos nós”, disse Silva e Luna.

Ao longo de cinco semanas, de 10 de Setembro a 8 de Outubro, alunos e professores  das  escolas  participantes  fizeram  visitas  pedagógicas  ao Refúgio  Biológico,  e  votaram  nas  opções  de  nomes com a utilização de tablets.  

Foram  pré-selecionados  pela Diretoria da Coordenação três nomes para  cada  onça,  sendo  eles: Panambi (borboleta), Poty (flor) e Porã(bonita),  para  a  fêmea,  e  Arandu  (sábio),  Marangatu  (santo)  e Pytu(fôlego), para o macho, sendo todas as opções no idioma Avá-Guarani.

Ao  final,  foram  computados 1015 votos, e os nomes escolhidos foram Poty para a fêmea, com 688 votos, e Pytu para o macho, com 671 votos.      A  princípio,  a votação seria uma competição entre as escolas, com a premiação  de  cinco  notebooks para a escola que tivesse o maior número devotos  nos  nomes vencedores. Devido ao engajamento e quantidade semelhante de  votos  das  duas  escolas,  a  Itaipu  optou,  portanto, em adquirir um notebook  extra  e  dividir  o  prêmio  igualmente  entre  as duas escolas,entregando três notebooks para cada uma.      

Oncinhas      

Nascidos nos dias 1º e 2 de junho de 2019, no RBV, da Itaipu, os dois filhotes  de onça-pintada foram apresentados à imprensa no dia 27 de junho,data  de  aniversário  de 35 anos do RBV. Durante a avaliação e sexagem dos filhotes,  percebeu-se  que  a oncinha preta, melânica como a mãe (Nena), é fêmea; a outra oncinha, pintada como o pai (Valente), é macho.      

Os  filhotes  devem permanecer junto da mãe por pelo menos até um ano de  idade,  mais  ou menos. Depois disso, ainda não se sabe, mas é possível que esses animais sejam cedidos a outras instituições.

Por  enquanto,  a  Itaipu se dedica à reprodução em cativeiro, para a formação  de  um  banco  genético  vivo  que  permita, futuramente, fazer a reinserção  desses animais na natureza. Essa reinserção vai envolver várias instituições.  Para  ter  início,  são  necessárias boas matrizes. Os novos filhotes  podem se tornar reprodutores e ajudar no processo de reintrodução das espécies nascidas em cativeiro.

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