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    Novas denúncias contra médica Vírginia Soares de Souza por mortes acatadas pelo TJPR 

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    Escrito por Da redação
    Publicado em 10/05/2019 Editado em 10/05/2019

    Dois novos processos contra a médica Virginia Soares de Souza, acusada de matar pacientes na UTI do hospital Evangélico de Curitiba, foram instaurados na quinta-feira (9), pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).  Para os desembargadores, há indícios de crime nas mortes de duas pacientes em 2012.

    As denúncias contra a médica foram recebidas pela 1ª Câmara Criminal, em votação unânime. A profissional foi acusada pelas mortes das pacientes Rosaína Gomes dos Santos, de 35 anos, e Natália Nunes de Araújo, de 16 anos, ocorridas em 2012, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Evangélico, em Curitiba.

    Documentos apresentados pelo MP em 2018, que apontavam a médica como autora dos dois homicídios qualificados foram rejeitados pela 2ª Vara do Tribunal do Júri do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba. Diante disso, o Ministério Público recorreu ao TJ. Durante a sessão de julgamento desta quinta-feira, a 1ª Câmara Criminal considerou que as narrativas apresentadas pela acusação são suficientes para a instauração de um processo criminal que deve, após a devida instrução, decidir se os casos serão ou não levados para julgamento pelo Tribunal do Júri.

    Defesa
    A defesa de Virgínia encaminhou nota informando que vai entrar com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), caso se iniciem novas ações penais. "Ficará novamente provado que a acusada apenas praticou atos típicos de medicina intensiva, previstos em protocolos e literatura médica", diz a nota divulgada em nome dos advogados Elias Mattar Assad e Louise Mattar Assad. 

    Em 2017, a médica Virgínia Soares de Souza e outras sete pessoas foram inocentadas pelo 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba da acusação de anteciparem a morte de pacientes que estavam internados na UTI do Hospital Evangélico. Segundo a denúncia, eles usaram técnicas médicas para que oito pacientes morressem, para liberar leitos na UTI. O MP-PR recorreu da decisão da Justiça. O recurso ainda aguarda julgamento em segunda instância.

    Indenização
    Também em 2017, o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) confirmou decisão de primeira instância que obriga o Hospital Evangélico de Curitiba a indenizar em R$ 4 milhões a médica Virgínia Soares de Souza, que foi chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), da instituição. A demissão dela aconteceu após ser acusada pela polícia de antecipar a morte de pacientes. A Justiça, no entanto, a inocentou do crime. A ação reconheceu vínculo de emprego, embora a médica não tivesse registro em carteira de trabalho, e também inclui horas extras, intervalos, adicional noturno, recolhimento de FGTS e verbas rescisórias.

    (Com informações do Bem Paraná)

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