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Escola de Trânsito do DER chega a 2,3 milhões de pessoas atendidas

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A Escola de Trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) já recebeu mais de 2,3 milhões de crianças, desde a fundação de sua primeira unidade, a de Curitiba, que completa 44 anos. Só na capital, neste período, são mais de 1 milhão de crianças atendidas. As demais passaram pela formação nas cinco unidades do interior, surgidas a partir de 1989.

A escola, que se dedica à educação e formação de pedestres e ciclistas mais conscientes no trânsito, está presente também em Cascavel, Maringá, Francisco Beltrão, Ponta Grossa e Londrina. O público prioritário é formado por estudantes do 5º ano do ensino fundamental, entre 10 e 11 anos.

Fez parte da história da primeira unidade de Escola de Trânsito, o diretor-geral do DER, João Alfredo Zampieri. “Fui formado em 1977 nessa escola, como pedestre. Me lembro do dia que eu fui à escola e depois passei a cobrar do meu pai que dirigisse conscientemente”, recorda Zampieri.

Ele enfatiza a importância do trabalho preventivo desenvolvido pela Escola de Trânsito de Curitiba e nas outras cinco unidades do Estado. “As crianças passam a ser não só bons pedestres, mas fiscais dos pais. Além disso, no futuro, tendem a ser melhores motoristas”, afirma.

Com objetivo de melhorar o serviço prestado pelas escolas de trânsito do Paraná, o diretor do DER-PR planeja discutir com a Secretaria de Estado de Segurança Pública o chamamento de policiais militares da reserva para que reforcem o quadro de pessoal.

Técnico administrativo há 20 anos na unidade de Curitiba, Silmar Barbosa organiza o atendimento a estabelecimentos de ensino públicos e privados interessados em levar os alunos para realizar o curso Aprendendo e Vivendo, que existe há 44 anos. Silmar passou pela Escola de Trânsito quando criança. “Nunca imaginei que voltaria tempos depois para vir trabalhar num local onde recebi tão importantes aprendizados na infância”, diz ele

INVESTIMENTO SOCIAL - A coordenadora das escolas de trânsito do DER, Maria Lucia Alvis Kutianski, afirma que a formação é um investimento social. Ela destaca a idade dos meninos e meninas, entre 10 e 11 anos, que formam a maioria das pessoas atendidas.

“É nessa faixa etária que as crianças começam a sair sozinhas para a escola. Tem situações em que elas ainda levam os irmãos menores”, observa Maria Lucia. O curso tem duas fases, a primeira é realizada na escola onde o aluno é matriculado e a última aula acontece na Escola de Trânsito.

O material didático produzidos pelo DER é encaminhado às escolas para que os professores ministrem 10 horas de atividades. A aula final é a conclusão do curso, em que os estudantes têm acesso à aula teórica com profissionais do DER, prática com um policial rodoviário estadual, sessão de teatro. Também recebem lanche e, ao final do dia, um certificado e carteira de pedestre. A coordenadora do curso explica que o material considera a criança como pedestre e ciclista no trânsito e como passageira dentro do veículo. Porém, o conteúdo se adapta ao contexto local da escola.

“Em Curitiba utilizamos muito a canaleta do expresso e precisamos explicar para as crianças que em uma via passa carro, na outra o expresso nos dois sentidos e na outra pode passar o carro no outro sentido. Em Maringá tem muita rotatória, então trabalhamos essa questão de acordo com a realidade da criança”, diz Maria.

RECONHECIMENTO - Cerca de 40 mil crianças são atendidas por ano em todas as unidades do Estado. As escolas de trânsito cobrem 73% (218) dos 399 municípios paranaenses. O curso Aprendendo e Vivendo é realizado em parceria do DER com as secretarias municipais de educação, a Secretaria Estadual de Educação, escolas privadas e a Polícia Rodoviária Estadual.

O curso de formação de pedestres já recebeu diversos prêmios. Um deles foi a medalha de ouro no Concurso Internacional na Suíça, que teve a participação de 130 países e o reconhecimento na área de fatores humanos no 13º Prêmio Internacional Road Federation (IRF) World Meeting, em Toronto, no Canadá.

A Escola de Trânsito também oferece cursos para outros públicos como pessoas com deficiência e idosos em datas comemorativas.

TAREFA DE CASA - Arthur Rodrigues Gerhard, 9 anos, estudante do Colégio Estadual Dom Orioni, de Curitiba, levará para casa não apenas conhecimento sobre as normas de trânsito, mas também valores de vida.

Respeito e gentileza são comportamentos destacados durante as aulas e representados por meio de um teatro com uma personagem desastrada, que comete erros no papel de pedestre. “Ela estava distraída no celular. Pelo fato de ela estar com fone de ouvido ela não podia escutar buzinas. Ela não olhou para os dois lados e nem se estava na faixa de travessia. Fez praticamente tudo errado”, avaliou Arthur.

Com base no que aprendeu no curso e na minimalha viária, Arthur ensina a forma mais adequada de transitar nas vias públicas. “Atravessar na faixa olhando para os dois lados, quantas vezes for preciso, atravessar sempre quando o sinal de pedestre estiver verde”.

A professora do colégio Dom Orioni, Fernanda Rizzi Galerani, avalia como os resultados são percebidos na prática. “À medida que vamos desenvolvendo o conteúdo eles começam a se envolver e pensar nas questões da segurança. Depois, quando saímos em outras oportunidades, percebemos que eles acabam chamando a atenção dos outros sobre a faixa de pedestre. Eles assimilam e levam para a vida toda e começam até a cobrar dos pais”.


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Edhucca

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