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    Cerca de 13 milhões de pessoas possuem algum tipo de doença rara no país

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    Cerca de 13 milhões de pessoas possuem algum tipo de doença rara no país, no entanto 30% morre antes de completar 5 anos de vida

    “Doença rara é sinônimo de desafios. Primeiro, a luta pelo diagnóstico, depois pelo tratamento assertivo. Por isso, quanto mais informações forem disseminadas sobre o assunto, maior a chance de sucesso”, é o que constata a neurologista pediátrica especialista em doenças raras do Hospital Pequeno Príncipe, Mara Lúcia Schimitz Ferreira Santos.

    Por isso, a importância de fomentar cada vez mais o Dia Mundial das Doenças Raras, lembrado sempre no último dia do mês de fevereiro (28 de fevereiro). A lembrança da data pode refletir em toda a população, já que só no Brasil, 13 milhões de pessoas possuem algum tipo de doença rara, no entanto, 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade – na maioria das vezes, sem diagnóstico. 

    ale lembrar que existem de seis a oito mil tipos de doenças raras; 75% delas afetam crianças e 80% têm origem genética. Nas Imunodeficiências Primárias, por exemplo, 90% das pessoas que têm algum dos 300 tipos dessa doença que atinge o sistema imunológico, ainda não foram diagnosticadas por diversos motivos.

    As doenças raras não têm idade para acontecer, podendo atingir o nascimento, a fase infantil ou a idade adulta. “As doenças genéticas são raras, porém nem todas as doenças raras são de origem genética. Temos, por exemplo, as doenças infecciosas, autoimunes e reumatológicas”, lembra a neurologista.

    Diagnóstico precoce pode ser a diferença entre a vida e a morte

    Algumas doenças raras não têm tratamento, outras têm formas de controle e o restante, pode ter cura. “Por exemplo, na imunodeficiência combinada grave, conhecida como a doença do menino da bolha, 98% das crianças podem sobreviver se tiverem diagnóstico precoce nos primeiros meses de vida, do contrário, 98% delas morrem antes mesmo de completarem dois anos”, destacou a alergista e imunologista do Hospital Pequeno Príncipe, Carolina Prando.

    Ainda de acordo com Prando, uma doença rara, em média, leva 10 a 15 anos para ser diagnosticada e as famílias acabam passando por dez médicos de especialidades diferentes até chegarem ao diagnóstico correto. Por isso, a médica ressalta que é essencial que o profissional esteja atento ao relato do paciente ou familiar durante as consultas. “A escuta do médico é primordial no diagnóstico de uma doença rara. Talvez o profissional que esteja fazendo o atendimento inicial não saiba os passos para chegar ao diagnóstico, mas ao perceber algum sinal ou sintoma diferente, pode orientar o paciente com encaminhamento ao médico especialista”, alerta a especialista.

    Sinais de alerta

    Além da avaliação pediátrica nos recém-nascidos, como o teste do pezinho, orelhinha, olhinho e coração, é essencial que os pais fiquem atentos ao desenvolvimento da criança com relação:

    Fique atento em sinais como:

    - ao ponto de vista neurológico, intelectual e motor;

    - a presença de algum defeito físico interno (coração, por exemplo);

    - infecções de repetição;

    - febres incessantes;

    - distúrbios de crescimento.


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    Jornal da Tribuna 2ª Edição - 01/07

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