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Produção industrial do Paraná cresceu acima da média nacional

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O Paraná encerrou 2018 com crescimento de 1,8% na produção industrial, ou seja, na quantidade de itens fabricados no estado ao longo do ano passado. O valor é um pouco maior do que a média brasileira, que foi de 1,1%, mas inferior ao registrado em 2017, que ficou em torno de 4,5%. Mesmo assim, por se tratar de um ano atípico - com episódios que tiveram grande impacto no setor produtivo do estado, como a greve dos caminhoneiros, a Operação Carne Fraca e as eleições – o balanço sugere uma melhora na atividade, mesmo que ainda num ritmo mais lento do que o ideal.

Já as vendas industriais do estado encerraram o ano com aumento de 3,4%. Resultado um pouco menor do que a média brasileira, de 4,1%, divulgado pela CNI. No Paraná, os fatores que contribuíram para este crescimento foram as vendas para o exterior e para outros estados do país, com alta de 12% e 3,93%, respectivamente. Os destaques foram no segmento automotivo (11,21%), aparelhos e materiais elétricos (8,09%), e de máquinas e equipamentos (9, 72%).

No que se refere à compra de insumos industriais, houve crescimento de 8,32%. Alta registrada principalmente em razão do aumento de 31,74% nas compras do exterior. Os principais produtos adquiridos foram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (25,45%) e itens para fabricação e montagem de veículos (18,44%). De acordo com o economista da Fiep, Evânio Felippe, este é um indicador positivo porque aponta que o industrial está disposto a investir para produzir e vender mais. “A maior parte das compras no mercado externo são bens de capital, máquinas e equipamentos. Isso revela que o empresário está otimista e se antecipando a uma possível melhora da economia para aumentar a produção”, justifica.

Em dezembro, o estudo Sondagem Industrial, realizado pela Fiep, mostrou que 81,17% dos gestores das 620 empresas participantes da pesquisa estavam otimistas para 2019. Entre eles, 37% previam aumento de vendas, 36% estavam dispostos a fazer novos investimentos e 27% pretendiam contratar mais empregados este ano. E entre os que afirmaram que fariam investimentos, 35% tinham como foco o aumento da produtividade e, 30%, aumento da capacidade de produção.

Se considerarmos os dados de 2013 a 2018, a produção industrial do PR ainda acumula perdas em torno de 10%. Mas, nos últimos dois anos, já houve uma melhora de cenário, com crescimento acumulado de 6,4%. Os setores que mais têm contribuído para a reação no setor, com elevação da produção industrial, são automotivo, de máquinas e materiais elétricos, fabricação de derivados do petróleo e de produtos químicos.

Segundo Felippe, a manutenção da confiança dos industriais na recuperação do setor nos próximos meses depende diretamente do andamento das votações em Brasília. “A melhora no desenvolvimento dos negócios depende da aprovação das reformas que estão tramitando no Congresso Nacional, principalmente a da previdência e a tributária, que tornarão as empresas mais competitivas e produtivas”, conclui.


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