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    Síndrome Alcoólica Fetal não tem cura mas pode ser evitada

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    Escrito por Da redação
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    Um dos diagnósticos mais graves e o mais prevenível entre as doenças congênitas (que o bebê apresenta desde que nasce) é a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).

    “Recentemente, fiquei assustado quando gestantes, algumas inclusive da área de saúde, têm comentado que seus obstetras ‘ainda bem’ não são tão rigorosos e ‘permitem, sem risco nenhum’, um pouquinho de bebida alcoólica, uma vez por semana’”, afirma o o pediatra e homeopata Moises Chencinski.

    Existe uma campanha chamada GRAVIDEZ SEM ÁLCOOL, apoiada por entidades como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), a Federação  Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), a Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) entre outras. E essas informações são respaldadas em entidades internacionais como a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Academia Americana de Pediatria (AAP).

    Em 2017, foi publicada a 2ª edição do livro Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido, coordenada pela Dra. Conceição Aparecida de Mattos Segre,  que pode ser baixada na íntegra através da internet para atualizar os médicos de todo o Brasil, com as informações mais recentes sobre a SAF.

    Na tentativa de sensibilizar a população a respeito da gravidade da situação, além das entidades médicas, muitos artistas e esportistasempresas também apoiaram a campanha. Para reforçar as mensagens-chave, foram desenvolvidos folhetossite e vídeos, que abordam os principais pontos relacionados com a SAF. É possível assistir, clicando nos links abaixo:

    O que é a SAF?
    O que causa a SAF?
    Como o bebê é atingido?
    Diagnóstico da SAF
    Prevenção da SAF
     

    No Brasil, segundo as estatísticas, 1 em cada 1.000 crianças que nasce apresenta a SAF. Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco.

    Estudos científicos comprovam risco de o bebê que nasce com SAF ter alterações na face, em órgãos do corpo, podem nascer com peso abaixo do normal e ter retardo mental. São comuns problemas de aprendizagem, memória, fala, audição, atenção e alterações de comportamento, que se mostram principalmente na idade escolar, e no relacionamento com outras pessoas.

    Esses sintomas podem não aparecer em sua totalidade e podem não ser diagnosticados logo após o parto. É importante ressaltar que a ingestão de álcool durante a gravidez pela mãe não causa, obrigatoriamente, a SAF. Mas o maior problema é que não se sabe quando isso pode acontecer por não existirem dados de níveis seguros para esse consumo.

    “Assim, o único recurso disponível e eficaz é prevenir, sem nenhum consumo de álcool pela mulher grávida e pela mulher que deseja engravidar. Com essas medidas, a SAF e seus efeitos são evitados em 100% dos casos. Dessa forma, é inadmissível que profissionais de saúde desconheçam ou não considerem a gravidade do quadro e ‘liberem’ gestantes para o consumo social ou moderado de qualquer tipo de bebida alcoólica em qualquer quantidade, por menor que ela seja”, defende o pediatra Moises Chencinski.

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