Cotidiano

Piloto que sobreviveu a queda de avião conta à família que caminhou até rio em busca de socorro com ajuda de GPS

Da Redação ·
Maicon pilotava um avião que caiu no MT — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução
Maicon pilotava um avião que caiu no MT — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

O piloto Maicon Esteves se comunicou  por telefone com a família, que reside em Primeiro de Maio, no norte do Paraná, após ser resgatado, na tarde de quarta-feira (7). Ele ficou praticamente quatro dias perdido depois que o avião que ele pilotava caiu em meio à selva em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá (MT), no domingo (4).

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Na conversa com a família, o piloto contou que se queimou ao sair do avião em chamas, mas não deu mais detalhes sobre o que aconteceu.

Ele acrescentou que, com a auxílio de um GPS via satélite, achou um rio e caminhou até lá, onde continuou andando a procura de uma ponte ou alguém que o socorresse.

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Na quarta, como estava muito cansado, o piloto contou que resolveu ficar deitado. Foi como ele foi encontrado.

Maicon foi encaminhado um hospital de Peixoto de Azevedo, onde chegou por volta das 18h, um pouco desorientado, segundo informações do médico que o atendeu. O piloto sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus no rosto, nos braços e no pescoço, além de lesões nos pés.

Ainda de acordo com o médico, ele apresenta um bom desenvolvimento, está conversando e relatou que houve uma pane no avião e que, quando tentou pousar, houve uma explosão. O piloto deve ficar internado por mais uma semana, seguindo determinação médica.

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Queda do avião
O avião agrícola pilotado por Esteves, que tem 27 anos, caiu em uma área de mata fechada no Distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo. Amigos, familiares e voluntários faziam buscas no local para tentar localizá-lo.

Destroços da aeronave foram encontrados, partes do avião estavam carbonizadas, mas não havia vestígios de sangue e nem o corpo foi encontrado. Segundo a família de Esteves, a cabine estava intacta e a porta aberta.

Durante as buscas, as equipes encontraram um canivete e um papel que pertenceria ao piloto e galhos de árvores estavam quebrados, o que, para a família, pode indicar que o Esteves deixou o local e está tentando sair da mata.

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“Ele deve estar perdido e está andando para tentar encontrar um local de área aberta. O Maicon é um cara que não consegue ficar parado, por isso acreditamos que ele está em busca de ajuda”, disse Rebeca Razzaboni Freitas, namorada de Esteves, antes de saber que ele tinha sido localizado.

A viagem
Maicon também mora em Primeiro de Maio e trabalha com aviação agrícola. Ele comandava um avião, modelo Neiva EMB-201, matrícula PT-GSH. Ele saiu de Porto Nacional, no Tocantins, para fazer um translado até Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, quando sofreu o acidente.

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Em um áudio enviado para a namorada, ao qual o G1 teve acesso, Maicondiz que sairia de Porto Nacional em direção a Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, onde faria uma parada para abastecer.

De lá, seguiria para Matupá, a 696 km da capital, novamente para fazer um segundo abastecimento. A viagem terminaria em Alta Floresta.

O grupo de busca usava GPS, sinalizadores e contava com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e de um helicóptero, segundo a Polícia Militar.

Com informações da RPC e Notícias de Londrina