Plantio de tomate de estufa cresce 33% na região
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Tradição em muitos municípios da região, o cultivo do tomate de estufa vem crescendo no Vale do Ivaí como alternativa de geração de renda. O sistema traz maior qualidade aos frutos, melhor rentabilidade e implica no menor uso de agrotóxicos. Nos últimos cinco anos, na regional de Ivaiporã da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) o número estimado de estufas nas propriedades rurais passou de 1,5 mil para mais de 2 mil, um aumento de 33%.
O produtor Bruno Henrique da Silva Camargo, de Lidianópolis entrou na atividade há um ano. Na propriedade de 10 alqueires onde tradicionalmente produz soja, trigo e milho o agricultor reservou uma pequena área onde instalou seis estufas de 50 por 20 metros e tem colhido bons resultados. O tomate de estufa começa a produzir, em média, de 80 a 90 dias, e é possível colher por até 90 dias com uma produção que pode variar de 8 a 10 quilos por planta.
“Se comparada à produção de culturas anuais como soja e milho, a renda com o tomate é bem superior”, enfatiza.Outra vantagem do plantio protegido de tomate de estufa, é que o produtor pode plantar e colher em qualquer época do ano, o que garante renda todo o ano, ainda que o mercado registre grande oscilação. “No inverno, os preços por caixa de 22 quilos são em média R$ 30, mas no verão teve lote que já vendi a R$ 12. Mesmo com essa variação, a momentos de falta do produto que pode chegar a R$ 60”, relata Camargo.
Conforme o agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) do escritória da Seab de Ivaiporã, Sergio Carlos Empinotti, a crescente demanda por hortaliças é um dos fatores que tem contribuído para os investimentos em estufas na região. “Hoje o mercado consumidor é exigente e precisa de produtos continuamente e com qualidade, coisa que o sistema protegido proporciona. O agricultor tendo produto novo e de boa qualidade, não importa onde esteja, eles vão buscar o produto onde tem”, analisa.
Ainda segundo Empinotti, com as estufas os produtores também podem ter na produção a sucessão de cultivos como pimentão, pepino, feijão vagem, entre outros. “Isso dá aos agricultores a possibilidade de diversificação de seus produtores sem maiores investimentos na estrutura, o que facilita a migração de culturas de acordo com a demanda do mercado”, completa. (IVAN MALDONADO)
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