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Convivência com netos fortalece vínculos e faz bem à saúde

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O carinho compartilhado por avós e netos faz bem para a saúde tanto da pessoa idosa como da criança, além de ajudar pais que trabalham fora de casa. Porém, é preciso estabelecer limites para que os benefícios da atividade de “bavós” – avós babás de netos – não se transformem em prejuízo ou violação de direitos.

A convivência familiar e social é direito garantido pelo Estatuto de Direitos Fundamentais da Pessoa Idosa (Lei 10.741) e incentivada na rede socioassistencial, coordenada pela Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social. Atividades para esse fim são desenvolvidas nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

Falta levantamento oficial no Brasil de quantas pessoas idosas têm a rotina de cuidar dos netos, mas é fácil encontrar amigos ou parentes que deixam as crianças com os avós. No Reino Unido, a estimativa é que uma em cada três trabalhadoras mães depende do auxílio dos seus pais na criação dos filhos. Esse número aumentaria nos países europeus em que a estrutura sociassistencial é menor, como Itália, Grécia e Espanha.

CUIDADOS – Segundo Fabiana Longhi, coordenadora estadual da Política da Pessoa Idosa, da Secretaria da Família, para a criança, há a formação de laços profundos e duradouros, além do vínculo de carinho, de segurança e de referência familiar. “Para as pessoas idosas, estar com netos rejuvenesce e promove aprendizado constante”.

Porém, para que a relação seja boa para todos os envolvidos, é preciso cuidar para que pessoas idosas não assumam o dever dos pais em educar e criar seus filhos. “A relação precisa ser saudável, tanto para as crianças como para as pessoas idosas, já que a criação de netos não é responsabilidade dos avós”, diz Fabiana.

A pessoa idosa precisa ter tempo para cuidar da sua saúde física e psíquica e evitar o esgotamento por excesso de atividades. “É fundamental que a pessoa idosa tenha acesso aos netos, mas é necessário ponderar sobre a disponibilidade para essa atividade”, afirma Fabiana.

ALEGRIA – O pagamento pelo serviço é feito com sorrisos, abraços, brincadeiras e muito mais histórias para contar. Para Iracema Ferreira Cruzetta, aposentada de 57 anos, ser bavó é gratificante. “Eu passo por uns problemas de saúde e ficar com meus netos me incentiva a levantar da cama todo dia e querer olhar e brincar com eles. Isso fortalece a gente”.

Iracema é avó de Ana Luíza, de 3 anos, e João Pedro, de apenas cinco meses. “Ficar mais tempo com os nossos netos e ajudar no crescimento deles muda a gente. Ficamos mais sensíveis, mais amorosas e renovamos a experiência. Até nossa expectativa de vida aumenta”.

Fabiana Cruzetta Amaral, filha de Iracema, diz que a convivência com a avó também é enriquecedora para os netos. “Isso faz bem para o desenvolvimento da Ana, porque quando ela fica na casa da minha mãe, volta com novos aprendizados”.

INTERNACIONAL – Em 2017, a Turquia apresentou uma alternativa para uma situação comum em famílias de baixa renda: avós que cuidam dos netos para os pais trabalharem. Lá, um programa-piloto paga salário a avós que tenham menos de 65 anos e que sejam responsáveis por cuidar dos netos.

O objetivo é fazer com que os pais – e, sobretudo, as mães – continuem trabalhando. Na Áustria, um programa semelhante, mas para todos os níveis socioeconômicos, paga bônus para quem desempenha essa função na família. A ação ainda soluciona um dos grandes problemas contemporâneos: o abandono do idoso.

INFORMAÇÕES – A Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social lançou, em fevereiro, o Manual de Prevenção de Acidentes (http://www.desenvolvimentosocial.pr.gov.br/arquivos/File/divulgacao/Manual-prevencao-acidentes-pessoa-idosa.pdf), que traz com uma linguagem clara formas de driblar acidentes comuns nessa fase da vida.

Além disso, no ano passado, publicou uma cartilha (http://www.desenvolvimentosocial.pr.gov.br/arquivos/File/divulgacao/DireitosPessoaIdosad.pdf) explicativa sobre os direitos da pessoa idosa, que traz as leis e os direitos de forma clara e simples.

Também em 2017, a Secretaria da Família fez uma campanha que valoriza a experiência que pessoas idosas têm para compartilhar. O vídeo pode ser visto no site. (http://www.desenvolvimentosocial.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1420).

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Edhucca

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