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Polícia investiga aliciamento de motoristas do Uber por traficantes para transportar drogas

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Polícia investiga aliciamento de motoristas do Uber por traficantes para transportar drogas
Autor Passageira filma motorista do Uber se masturbando ao dirigir - Foto - Imagem ilustrativa - Foto: Reprodução

Motoristas do aplicativo Uber no Distrito Federal  cooptados por traficantes. Eles acionam o serviço para transportar drogas ou fazer delivery para usuários. Os profissionais são recrutados pelos criminosos com promessas de grande ganhos oferecidas para que a viagem de risco seja concluída. A Polícia Civil investiga a prática. Um condutor do app foi preso por tráfico na noite de quinta-feira (22).

O portal Metrópoles, de Brasília, entrevistou três motoristas, que, sob a garantia do anonimato, revelaram histórias e experiências tensas envolvendo negociações de viagens com traficantes e usuários fissurados por uma carreira de cocaína ou um cigarro de maconha. Em um dos casos, uma mala abarrotada de drogas chegou a ser colocada no bagageiro do veículo de um profissional.

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Marcelo*, 35 anos, transporta passageiros por meio de aplicativo há cerca de um ano e meio e já passou por apuros atrás do volante de seu carro. A situação mais complicada ocorreu há três meses, na Rodoferroviária de Brasília. Era por volta de 20h quando o sinal de alerta para passageiros tocou no celular. Ao chegar no local, um homem de meia-idade e bem vestido esperava pelo veículo.

O passageiro pediu para acomodar a mala no bagageiro. “Em seguida, ele foi bem sincero e disse que precisava levar uma mala com drogas até um determinado ponto em Valparaíso, no Entorno do DF, e pediu para eu ficar tranquilo”, revelou o motorista.

O passageiro solicitou que o motorista desligasse o aplicativo, pois pagaria a corrida em dinheiro quando chegasse ao destino. “Eu agradeci e disse que não faria essa viagem por dinheiro nenhum no mundo. Sou nascido e criado em Ceilândia e conheço a violência e o tráfico de drogas bem de perto. Quem não acaba preso é porque foi morto. Cancelei a corrida e fui embora sem olhar para trás”, lembrou o profissional do volante.

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Marcelo contou ser comum, principalmente durante a madrugada, atender passageiros sob efeito de drogas ou exalando cheiro de maconha. “São riscos que corremos por trabalharmos à noite”, afirmou.

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Leia a matéria completa no portal Metrópoles

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