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Presa denuncia agente de cadeia por estupro no Paraná; servidor foi afastado

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Presa denuncia agente de cadeia por estupro no Paraná; servidor foi afastado
Autor A cela das mulheres na Central de Flagrantes. A imagem é de janeiro deste ano (Foto: Conselho de Segurança) - Foto: Reprodução

O Departamento Penitenciário determinou o afastamento de um agente de cadeia pública, suspeito de estuprar uma detenta de 28 anos, na Central de Flagrantes, em Curitiba, no Paraná.

A denúncia foi registrada pelo Conselho da Comunidade na última terça-feira (13). Segundo o conselho, a mulher foi presa na segunda (12) suspeita de de roubar R$ 55 de um cobrador de ônibus na estação-tubo Centro Médico Comunitário Bairro Novo, no Sítio Cercado. Ela é mãe de dois filhos, não tem antecedentes criminais e vive em condição de vulnerabilidade social.

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Durante audiência de custódia desta quarta (14), a mulher disse que o agente de cadeia pública de plantão a conduziu para o banheiro para tomar um banho. Após três tentativas de arrombamento, ele conseguiu abrir a porta e teria exigido que ela praticasse sexo oral nele. A mulher relatou que conseguiu se cobrir com a toalha e gritou, o que interrompeu o ato.

De acordo com o Conselho, a mulher foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito ainda na terça (13), mas logo depois se calou na carceragem por medo de não ser levada para a audiência de custódia. Nesta quarta (14), contou todos os detalhes para o defensor público Maurício Faria Junior, o promotor Luiz Hallvass e o juiz Rubens dos Santos Junior. O depoimento foi gravado em vídeo.

Além da agressão,, a mulher contou que o agente já havia feito sexo com uma presa na segunda (12), exigiu que outra tomasse banho de porta semiaberta e ainda jogou gás na cela em que elas dormiam por “brincadeira”.

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O defensor público Maurício Faria Junior, que atua na custódia, afirma que esse foi o primeiro caso de violência contra mulher no cárcere em Curitiba. Ele acompanhou a situação da vítima ao longo de todo o dia. “Essa situação reforça a importância da custódia para a verificação das condições da prisão, e também reforça a importância de existir um estabelecimento exclusivo para mulheres”, afirma. “Mulheres jamais poderiam ficar em estabelecimentos masculinos”.

A pedido do representante do Ministério Público, o agente foi encaminhado para o Gaeco. Por meio de nota, a Polícia Civil confirmou o afastamento dele.

O Depen instaurou um procedimento administrativo junto a Corregedoria para apurar o caso.

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(Com informações da Banda B)

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