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Advogado acusado de estelionato ajudou a aplicar golpe de quase R$ 1 milhão no próprio pai

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O Ministério Público do Paraná investiga um advogado suspeito de ajudar a aplicar um golpe de quase R$ 1 milhão no próprio pai e no tio. Além do advogado, outras 11 pessoas são rés na ação que apura um esquema para reaver diferenças financeiras de reformas econômicas. Três pessoas foram presas na semana passada. 

De acordo com o MP-PR, o grupo entrava com processos na Justiça de Santa Isabel do Ivaí, no noroeste do Paraná, mas os valores conquistados não eram repassados às vítimas.

Conforme a denúncia, em 2012, o advogado Fernando Matias da Silva procurou pelo pai e pelo tio dele, que moram em Moreira Sales, também no noroeste, sugerindo que entrassem na Justiça com uma ação de indenização contra o Banco do Brasil, para reaver valores de expurgos inflacionários ocorridos em janeiro e fevereiro de 1989, decorrentes do Plano Verão.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Silva era a pessoa que, em alguns dos fatos denunciados, fazia o primeiro contato com as vítimas, oferecendo os serviços do escritório de advocacia.

Os promotores afirmam que o pai e o tio do advogado, foram induzidos a assinar uma procuração dando poderes ao advogado Cassemiro Meira Garcia, também investigado na ação e preso em 8 de fevereiro deste ano, em Loanda.

A ação contra o banco foi protocolada e a sentença foi favorável aos autores, que ganharam R$ 945.531,26. O valor foi sacado em 8 de junho de 2015 pelo advogado Agnaldo Sérgio Ghiraldi, também preso há sete dias.

Em novembro de 2016, Ghiraldi procurou pelas vítimas e, conforme o MP-PR, induziu-lhes ao erro fazendo com que os dois assinassem um contrato de cessão de crédito, em favor do advogado, pelo preço de R$ 5 mil.

Uma das vítimas só descobriu o golpe quando o dinheiro que ele tinha guardado na poupança foi bloqueado por uma decisão da Justiça, que considerou ilegal o pagamento da indenização de quase R$ 1 milhão e determinou o ressarcimento do valor.

As vítimas contrataram outros advogados para provar que nunca receberm os valores da ação contra o banco e reverter o bloqueio do dinheiro que tinha na instituição bancária.

(Do G1)




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