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Chuva no início de janeiro deve ficar acima da média no Paraná, diz meteorologista

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O diretor do Simepar, Eduardo Alvim Leite, afirma que em média 43% dos raios ocorrem no verão - Foto - Imagem ilustrativa
O diretor do Simepar, Eduardo Alvim Leite, afirma que em média 43% dos raios ocorrem no verão - Foto - Imagem ilustrativa

No Paraná, historicamente, o verão é chuvoso. E neste ano a estação sofre a influência do fenômeno climático La Niña, que resfria a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e já está atuante desde a primavera, como detalha o meteorologista Tarcísio Valentin da Costa, do Instituto Tecnológico Simepar. 

"De uma modo geral, os primeiros dias de janeiro estão muito chuvosos em todo o Paraná, mas ao longo da estação, durante os três meses do verão, as chuvas devem ficar dentro da média no Estado", afirma Tarcísio.

O meteorologista explica que o verão paranaense costuma ser chuvoso devido a frentes frias ou quentes que se deslocam pelo sul e pelo sudeste do Brasil, desestabilizando a atmosfera. 

Outro fator que influencia habitualmente as massas de ar são os aglomerados de nuvens que atuam isolados ou alinhados em forma de pequenas linhas de instabilidade. 

"Embora esses sistemas tenham escalas espaciais menores do que as frentes, dependendo da energia disponível no ambiente atmosférico, podem causar chuvas rápidas, acompanhadas ou não de trovoadas e/ou rajadas de ventos fortes", detalha Tarcísio. 

Simepar prevê mais chuva para janeiro em Apucarana 
Foto: Sérgio Rodrigo/Tribuna do Norte

Chuva em Apucarana
Ainda de acordo com o Simepar, em Apucarana (norte do Estado), por exemplo, até quinta-feira (11) havia chovido 95 mm e a média para o mês de janeiro é de 201mm, ou seja, a precipitação pluviométrica está dentro do parâmetro de normalidade.

Agropecuária
Segundo a pesquisadora do Simepar e do Instituto Agronômico do Paraná – Iapar, Ângela Beatriz Costa, as culturas da soja, do milho e as pastagens são beneficiadas pelo clima. Já as hortaliças demandam um cuidado intensivo devido às chuvas e temperaturas elevadas. 

Operação Verão
Durante toda a Operação Verão, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Estado realizará trabalho de prevenção de danos em inundações, alagamentos e enxurradas, bem como de mortes por raios. O Centro de Monitoramento funciona 24 horas.

Sob risco
Ao receber uma previsão do Simepar que indique a possibilidade de chuva e/ou ventania muito intensas, alertas são transmitidos às coordenadorias de todos os municípios que estejam sob risco, informa o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Edemilson de Barros. 

Alertas via SMS
Se as condições do tempo se agravarem, os alertas são enviados por SMS às pessoas cadastradas no serviço. Atenção especial é dedicada à previsão de tempestades de raios por meio do Sipper – Sistema de Previsão Probabilística de Eventos de Raios, operado pelo Simepar. 

Sinal duplo vermelho
Nesse caso, o Comando do Corpo de Bombeiros do Litoral recebe mensagem de alerta, que por sua vez é retransmitida aos guarda-vidas. "O sinal duplo vermelho significa que o banhista deve abandonar a praia", explica o tenente-coronel Barros.

43% dos raios ocorrem no verão
O diretor do Simepar, Eduardo Alvim Leite, acrescenta que em média 43% dos raios ocorrem no verão – a metade delas em locais a descoberto, o que faz da praia sob tempestade um local de alto risco. 

Estragos em 20 cidades de Santa Catarina
A Defesa Civil estadual já contabilizava estragos causados pela chuva em pelo menos 20 cidades de Santa Catarina até o fim da noite de quinta-feira (11). Só em Florianópolis, um dos municípios mais atingidos pelo temporal que se intensificou na madrugada de quinta-feira, o número de desalojados já chegava 1.230 e o de desabrigados era de 150, conforme a Defesa Civil Municipal. 

Ao todo, três abrigos já foram ativados no município e ao menos seis pontos de coleta de doações foram abertos. O número de pessoas afetadas em Santa Catarina já chega a quase 4000 e o de casas danificadas é de quase 1000.

Raio atinge avião no Rio Grande do Sul
A forte chuva que caiu sobre parte de Porto Alegre durante menos de uma hora, na tarde de quarta-feira (10), provocou diversos pontos de alagamento que atrapalharam o trânsito na capital gaúcha.  De acordo com o Centro Integrado de Comando da Prefeitura de Porto Alegre, somente nesta quarta, foram registrados 38,6 milímetros de chuva na cidade. Somados com os 22,2 milímetros que já haviam caído nos primeiros dias do ano, janeiro ultrapassa a metade do volume de chuva esperado para todo o mês, cuja média histórica é de 100,10 milímetros.

Em meio à chuva, um avião foi atingido por um raio no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. O funcionário de uma empresa aérea, que estava na pista no momento da descarga elétrica, foi atingido e precisou ser hospitalizado, mas passa bem. Em razão da chuva forte e das descargas elétricas, o aeroporto ficou fechado por pouco mais de meia hora.

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Edhucca

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