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Ex-xerife perdoado por Trump anuncia candidatura ao Senado

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SILAS MARTÍ

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O ex-xerife acusado de perseguição policial por etnia e depois perdoado por Donald Trump vai concorrer a uma das cadeiras no Senado do Arizona, nos Estados Unidos.

Joe Arpaio passou mais de duas décadas como chefe da polícia do condado de Maricopa em seu Estado, que faz divisa com o México, e foi condenado a seis meses de prisão em julho do ano passado pela estratégia de sua gestão de prender pessoas, a maioria hispânica, pela suspeita de não terem documentos para permanecer no país.

Mas pouco antes de encarar a prisão, Arpaio foi perdoado por Trump.

Uma espécie de herói da linha-dura anti-imigração, Arpaio também é conhecido por medidas polêmicas, como prender suspeitos em tendas e forçar detentos a vestirem roupas íntimas cor-de-rosa. Essas e outras políticas causaram um racha ideológico mesmo em seu Estado alinhado a políticas conservadoras.

Sua candidatura agora ao Senado engrossa a disputa pela cadeira que ficará vaga com a saída de Jeff Flake, senador republicano que desistiu de concorrer à reeleição depois de romper com a política do presidente.

"Estou concorrendo ao Senado dos EUA pelo grande Estado do Arizona por um único motivo inequívoco: apoiar a agenda do presidente Donald Trump em sua missão de tornar a América grande de novo", escreveu Arpaio numa mensagem no Twitter.

Em entrevista ao jornal "Washington Examiner", Arpaio lembrou ser "grande apoiador de Trump". "Ser senador é diferente de ser o xerife, porque você pode fazer muitas coisas no Senado", disse. "E tenho muitos planos, acredite. Tenho muito a oferecer."

O anúncio do ex-xerife, que concorre ao Senado com pelo menos duas outras candidatas, uma democrata e uma republicana apoiada pelo ex-estrategista de Trump, Stephen Bannon, despertou uma enxurrada de críticas.

O deputado democrata Ruben Gallego, do mesmo Estado, lembrou a derrota de Arpaio na disputa pela reeleição ao cargo de xerife há dois anos num ataque postado no Twitter. "Você perdeu o mais populoso condado republicano no Arizona. Desista agora dessa farsa para arrecadar fundos", escreveu Gallego.

Sua candidatura coincide com o momento em que Trump tenta entrar num acordo com democratas sobre a construção de um muro na fronteira com o México, enquanto o partido de oposição tenta evitar a deportação de jovens trazidos ainda crianças de forma ilegal para o país, os beneficiados pelo Daca.

O programa implementado no governo Barack Obama que protege esses imigrantes vai expirar em março, criando um cenário de incerteza para quase 800 mil pessoas.

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