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EUA podem expulsar 200 mil salvadorenhos

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ESTELITA HASS CARAZZAI

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Em meio ao recrudescimento da violência em El Salvador, os EUA anunciaram nesta segunda-feira (8) o fim da permissão de permanência para milhares de salvadorenhos que vivem no país há pelo menos dez anos, desde os terremotos que devastaram sua terra natal, em 2001.

A decisão do Departamento de Segurança Doméstica revoga o status de permanência temporária, ou TPS, na sigla em inglês (Temporary Protected Status), para 200 mil cidadãos oriundos do país centro-americano.

Essas permissões haviam sido concedidas pelos EUA em caráter humanitário, depois dos dois abalos sísmicos de 13 de janeiro e 13 de fevereiro daquele ano, que deixaram mais de 1.200 mortos.

Ao longo dos últimos anos, El Salvador também se tornou um dos países com maior índice de assassinatos no mundo, e integra o chamado Triângulo do Norte, ao lado de Honduras e Guatemala.

As três nações vivem uma crise de violência, com a atuação de gangues e facções criadas em Los Angeles por imigrantes deportados dos EUA nos anos 1990.

Organizações como a Médicos Sem Fronteiras defendem que o fluxo migratório desses países seja tratado como uma crise humanitária, já que milhares de famílias deixam suas cidades sob ameaça de morte das gangues ou temem que seus filhos sejam recrutados pelas quadrilhas.

RECONSTRUÇÃO

O governo americano, após uma "cuidadosa e extensiva avaliação" sobre a atual situação de El Salvador, concluiu que "as condições originais causadas pelos tremores já não existem" -e que, por isso, a permanência temporária deve ser encerrada.

A secretária de Segurança Doméstica dos EUA, Kirstjen Nielsen, destacou que El Salvador recebeu "uma quantia significativa" em ajuda internacional para a reconstrução do país, e que escolas, estradas, casas e hospitais foram erguidos desde então.

Os salvadorenhos terão até o dia 9 de setembro de 2019 para deixar os EUA, ou obter um novo status legal, sob pena de deportação.

Eles não são os primeiros a perder a permissão temporária de residência no país: em novembro, cerca de 50 mil haitianos foram retirados do programa. Hondurenhos também estão sob ameaça de perder o benefício.

O presidente Donald Trump tem endurecido a política imigratória dos Estados Unidos, uma de suas principais bandeiras de campanha.

Além do muro que promete construir na fronteira com o México (obra para a qual pediu há pouco US$ 18 bilhões ao Congresso), o mandatário aumentou as prisões de imigrantes ilegais, proibiu a ida aos EUA de cidadãos de países de maioria islâmica e revogou um programa que protegia 800 mil jovens levados quando crianças ao país. Segundo o republicano, eles só ficarão em solo americano se o Congresso aprovar a verba para a construção do muro.

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