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Oprah pensa seriamente em concorrer à Presidência, diz imprensa americana

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ESTELITA HASS CARAZZAI

WASHINGTON, EUA, FOLHAPRESS) - Depois de ser aplaudida de pé em um discurso de tom altamente político na cerimônia do Globo de Ouro, neste domingo (7), a ex-apresentadora de TV Oprah Winfrey virou o assunto do dia na imprensa americana ao virem a público informações de que ela pensa seriamente em concorrer à Presidência dos Estados Unidos em 2020.

"Cabe ao povo decidir", afirmou Stedman Graham, companheiro de Oprah, após o evento, sobre uma possível candidatura ao jornal "Los Angeles Times". "Ela com certeza o faria".

Segundo a rede de notícias CNN, dois amigos de Oprah confirmaram que ela vem pensando seriamente na hipótese há vários meses, mas que não tomou nenhuma decisão a respeito.

Não é propriamente uma novidade: o nome de Oprah, que fez campanha para a candidata Hillary Clinton em 2016 e era notória apoiadora do ex-presidente Barack Obama, está na lista de potenciais presidenciáveis democratas para 2020 há alguns meses.

Mas as especulações ganharam fôlego com o sucesso do discurso da apresentadora, que citou a ativista dos direitos civis Rosa Parks, afirmou que a imprensa está sob ataque enquanto "tentamos navegar por esses tempos complicados" e celebrou o movimento #MeToo (eu também), pelo qual vieram à tona centenas de denúncias de assédio sexual nos Estados Unidos.

"Há um novo dia no horizonte", declarou, enquanto era aplaudida de pé.

Uma das principais homenageadas em seu discurso foi Recy Taylor, mulher negra que foi estuprada por seis homens quando tinha 24 anos, no Alabama, em 1944. Os criminosos, que eram brancos, nunca foram a julgamento. O caso foi um dos precursores do movimento pelos direitos civis nos EUA.

"Esse tempo acabou", disse Oprah, depois de se referir à história de Taylor.

TRAJETÓRIA

Oprah Winfrey, 63, é uma das celebridades mais populares dos Estados Unidos. Apresentadora de um programa de TV por 25 anos, ela virou um ícone do movimento negro e a primeira mulher afro-americana a se tornar bilionária nos Estados Unidos.

Depois de encerrar seu programa, em 2011, ela lançou seu próprio canal de televisão e foi agraciada com a mais alta honraria concedida a civis no país, a Medalha da Liberdade. O vestido que usou em seu último programa na televisão é exibido com destaque no Museu de História Afro-Americana, em Washington.

Publicamente, Oprah já negou a possibilidade de ser candidata à Presidência -mas, ao mesmo tempo, flertou com ela.

"Eu pensava: 'Meu Deus, eu não tenho a experiência, eu não sei o suficiente'. E agora eu estou pensando: Oh", afirmou, numa entrevista no início do ano passado, numa alusão ao presidente Donald Trump -que também foi apresentador de TV e acabou eleito.

Nesta segunda (8), após o furor causado por seu discurso no Globo de Ouro, a CNN chegou a exibir, durante sua programação, um quadro das "semelhanças entre Trump e Oprah", destacando o percurso de ambos na televisão e o sucesso na vida empresarial.

Mas há mais diferenças do que semelhanças entre os dois: a apresentadora é crítica ao republicano e está mais alinhada à agenda democrata. Enquanto Trump é acusado de assediar mulheres, Oprah afirma ter sido violentada quando era criança, durante sua infância pobre na área rural do Mississipi. Ao se colocar como porta-voz de histórias de superação, ela muitas vezes manifestou apoio a imigrantes e minorias.

REAÇÕES

Políticos democratas procuraram minimizar a repercussão do discurso de Oprah nesta segunda (8) e disseram que o partido precisa pensar em 2018, ano de eleições legislativas, antes de começar a falar sobre 2020.

Mas houve quem fizesse "campanha" para Oprah, e não só no meio artístico. O conservador Bill Kristol, editor de uma revista de inclinação à direita e feroz crítico de Trump, postou nas redes sociais: "Eu estou com ela".

"Eu quero que ela concorra à Presidência", disse a atriz Meryl Streep ao "Washington Post", ainda na cerimônia do Globo de Ouro. "Eu não sei se ela tem qualquer intenção [de concorrer]. Mas agora ela não tem escolha."

Antes de seu apoteótico discurso, Oprah fora provocada pelo apresentador do evento, o comediante Seth Meyers. Ele lembrou um jantar na Casa Branca, em 2011, quando Trump foi caçoado publicamente sobre a já alentada possibilidade de ele ser presidente.

"Alguns dizem que aquela noite o convenceu a concorrer. Se isso é verdade, eu quero apenas dizer: Oprah, você nunca será presidente!", afirmou Meyers, sob os risos e aplausos da plateia.

A ex-apresentadora não se manifestou sobre as especulações nesta segunda (8).

Já a Casa Branca disse que "dá boas-vindas ao desafio, seja Oprah Winfrey ou qualquer outro candidato", declarou o porta-voz John Hogan Gidley.

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