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Abertura do pré-Carnaval do Rio tem clima tranquilo e ainda pouca fantasia

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Foliões se reuniram nas ruas do centro do Rio neste domingo (7) para a já tradicional abertura do Carnaval de rua não-oficial. Sem autorização da prefeitura, a festa acontece desde 2009, sempre no primeiro domingo após o Réveillon. Uma das atrações principais, a Orquestra Voadora atraiu centenas de pessoas na praça Marechal Âncora.

Como em todo início de pré-Carnaval, os foliões não mostraram toda a produção em fantasias que pretendem apresentar na festa oficial. "É um momento de pegar energia e inspiração", disse Bruna Silva, 28, com purpurina prateada nas pálpebras.

Até mesmo os protestos contra o prefeito Marcelo Crivella (PRB), o governador Luiz Fernando Pezão (MDB) e o presidente Michel Temer foram raros. Crivella, por exemplo, adornava uma tiara da instrumentista da Orquestra Voadora Luisa Gonçalves, 24. Alguns blocos de rua estão em conflito com o prefeito em razão da proposta de organizar um "blocódromo" no Parque Olímpico, na Barra, na zona oeste da cidade.

O engenheiro Bernardo Clementino, 32, aproveitou o clima tranquilo do pré-Carnaval para apresentar a festa ao filho de um ano e meio. "Ele finalmente está batendo palma! Está muito calor", vibrou, ao ver o menino se animar com a música.

O Vem Cá Minha Flor reuniu outras centenas de foliões no Buraco do Lume, na avenida Rio Branco, tocando adaptações de funk e música pop pelas ruas do centro. Ciceroneados por pernas de paus, todos "floridos", pelas ruas do centro, fizeram um baile perto da Assembleia Legislativa do Rio.

Os cordões que desfilaram à tarde seguiram em direção à praça 15, de onde partiria no início da noite o cordão do Boitolo, o mais famoso bloco informal da cidade.

Ao todo, cerca de 20 blocos tocaram no centro da cidade, na região da Praça 15, Lapa e Zona Portuária. Blocos famosos entre o público dividiram o espaço com cortejos ainda jovens no Carnaval do Rio.

Esses blocos fazem parte da chamada Desliga dos Blocos, grupo que faz oposição ao modelo de organização do Carnaval de rua elaborado na primeira administração do ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB), a partir de 2009. "A abertura não oficial começou em 2009 como um ato político contra o modelo estabelecido pela Prefeitura do Rio. Com o passar do tempo, virou tradição", diz o advogado Edu Pereira, 41, integrante da Desliga e um dos fundadores do Boi Tolo.

"Os blocos interessados se reúnem e decidimos quem sai em qual hora e cada parte da cidade. Praticamente fazemos o trabalho da prefeitura de organizar a festa, mas sem as restrições e imposições do modelo", afirma.

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Edhucca

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