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Washington aperta cerco à maconha

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SILAS MARTÍ

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Uma decisão de Donald Trump ameaça acabar com a festa dos empresários que planejam lucrar com a maconha. A erva recém-legalizada para uso recreativo na Califórnia e já liberada em cinco Estados americanos pode entrar na mira dos juízes.

Esse é mais um capítulo da cruzada do presidente para desfazer o legado de seu antecessor, Barack Obama, que orientou os tribunais federais a não processarem Estados que legalizassem a maconha.

O anúncio de Trump, confirmado por seu secretário de Justiça, Jeff Sessions, coincide com os primeiros dias em que a droga pode ser usada para fins recreativos na Califórnia, o maior mercado mundial para a erva. Enquanto investidores se adequam às regras, Washington ameaça processar.

Mesmo que venha num momento ruim para os investidores, a decisão não é uma surpresa. Desde que assumiu o cargo, Sessions deixou claro sua oposição à legalização. Quando anunciou a mudança nas regras, ele alegou entre os motivos a necessidade de "combater a crise das drogas" e "coibir crimes violentos por todo o país".

Não está claro, no entanto, se essa nova diretriz indica uma perseguição a todo o cultivo e ao consumo da droga ou se é só uma tentativa de arrefecer o crescimento de uma indústria em alta, mas de legalidade ambígua.

Nos EUA, leis federais proíbem o uso, a venda e o cultivo da planta. Mas a situação ficou um tanto incerta há cinco anos, quando os Estados de Colorado e Washington decidiram descriminalizar o consumo da droga.

Na tentativa de sanar o ruído entre tribunais estaduais e a lei nacional, Obama orientou juízes a não perseguir crimes envolvendo compra, venda e uso da maconha a não ser em casos envolvendo o comércio para menores de idade ou suspeitas de atividade de gangues e outros crimes.

Os maiores prejudicados pela medida podem ser empresários que investiram na indústria bilionária da maconha, abrindo galpões para o plantio e montando fábricas de produtos derivados, como doces e bebidas que levam a substância em suas receitas.

No Colorado, essa indústria movimenta US$ 1 bilhão por ano. A expectativa na Califórnia é que negócios relacionados à maconha possam render até US$ 10 bilhões, além de gerar milhares de empregos diretos e indiretos.

No rastro da recém-aprovada reforma tributária, o debate em torno da maconha agora ganha outra dimensão.

Estados, em grande parte os liderados por democratas, como a Califórnia, viam no comércio da droga uma fonte de recursos em impostos que poderia equilibrar as perdas com a arrecadação depois dos cortes determinados pelos republicanos.

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