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Rússia se oferece para mediar conflito norte-coreano

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse na terça (26) ao secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que "a retórica agressiva de Washington" contra a Coreia do Norte aumentou as tensões na península Coreana e é "inaceitável". Em conversa por telefone, Lavrov também criticou o aumento da presença militar dos EUA na região.

"[O ministro] sublinhou a necessidade de sair da linguagem das sanções e passar para o processo de negociação o mais rápido possível", disse a Chancelaria russa em comunicado.

Na sexta-feira (22), o Conselho de Segurança da ONU votou de forma unânime a favor da imposição de novas sanções contra a Coreia do Norte, limitando as remessas de produtos petrolíferos para o país para apenas 500 mil barris por ano. A Chancelaria norte-coreana declarou que as sanções eram um "ato de guerra" e equivaliam a "um bloqueio econômico completo" contra o país.

Também nesta terça-feira, o Kremlin informou que Rússia está pronta para atuar como mediadora entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, se ambas as partes quiserem que o país assuma esse papel.

Moscou vem exortando os dois países a se sentarem para negociar e reduzir as tensões decorrentes do programa nuclear e dos testes de mísseis que Pyongyang promove, apesar de várias resoluções da ONU condenarem essas atividades. "É óbvia a disposição da Rússia para ajudar a reduzir [a tensão]", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Embora diplomatas americanos tenham dito que estão buscando uma solução diplomática, o presidente Donald Trump vem dizendo que Pyongyang precisa abrir mão de suas armas nucleares antes de qualquer negociação.

SANÇÕES

A China, principal parceiro comercial de Pyongyang, não exportou produtos de petróleo para a Coreia do Norte em novembro, segundo dados da alfândega chinesa, aparentemente indo além das sanções impostas pela ONU.

Pequim tampouco importou minério de ferro, carvão ou chumbo da Coreia do Norte no mês, o segundo completo desde as últimas sanções impostas pela ONU.

Pequim vem sendo pressionada pelos EUA e por outros países ocidentais a impor sanções à ditadura norte-coreana, cuja economia depende do comércio com os chineses. Nesta terça, os EUA anunciaram novas sanções contra dois integrantes do governo norte-coreano pelo papel deles no programa de mísseis do país.

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