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PPK convoca reunião emergencial para discutir indulto a Fujimori

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, convocou seu gabinete para uma reunião extraordinária na noite deste domingo (24), véspera de Natal, para discutir um possível indulto ao ex-presidente Alberto Fujimori, disseram fontes governamentais à agência de notícias Reuters.

A porta-voz de PPK, como o presidente é informalmente conhecido, confirmou a reunião ministerial mas não o motivo do encontro.

Fujimori, que responde uma pena de 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade,foi transferido neste sábado (23) a uma clínica devido a uma baixa na pressão arterial e arritmia, informou a equipe médica.

Segundo o médico do ex-presidente, Alejandro Aguinaga, ele apresentava um quadro de hipotensão com arritmia.

A transferência ocorreu em meio a rumores de que ele poderia ter um indulto neste Natal. Na última quinta-feira, durante a votação de moção pela destituição de PPK pelo Congresso peruano, a bancada fujimorista rachou e a moção acabou não tendo os votos necessários.

Oposicionistas da Força Popular disse que o governo obteve os votos necessários para manter PPK no cargo ao prometer o indulto a Fujimori. O governo nega.

DOENÇA TERMINAL

Há alguns meses, sob pressão de parte da bancada, PPK vinha aventando conceder o indulto ao ex-presidente, que está preso desde 2009.

Ele atendeu pedido da família para que Fujimori passasse pela avaliação de uma junta médica, o que aconteceu em 17 de dezembro.

O relatório da junta médica justifica o indulto dizendo que Fujimori padece de uma doença "terminal, degenerativa e incurável":, embora não esclareça qual é, e que as "condições carcerárias significam um risco grave à sua vida, saúde e integridade".

Maria Luisa Cuculiza, amiga e ex-ministra da Justiça de Fujimori, disse que ele estava em condição estável na noite de domingo.

"Ele quer ser libertado. Ele quer paz e progresso para o país. Ele não quer voltar para a política. Ele só quer ser um bom avô. Ele acaba de me dizer isso", afirmou Cuculiza à agência Reuters após visitar Fujimori no hospital.

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