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Estupros em SP crescem 15% em novembro e superam registros de 2016

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os estupros cresceram 15% no Estado de São Paulo no mês de novembro passado, em comparação ao mesmo período do ano passado, no oitavo aumento não consecutivo do ano. O acumulado desses 11 meses já supera todos os registros de 2016.

De acordo com dados divulgados pelo governo paulista na tarde desta sexta (22), em novembro de 2016 foram 914 registros. Já no mês passado, foram levados ao conhecimento da polícia 1.051 casos, aumento de 15%.

Ainda de acordo com estatísticas oficiais, no acumulado dos 11 meses do ano, os estupros chegam 10.193 casos contra os 9.258 dos 11 meses de 2016 –acréscimo de 10%. Com os números de novembro, o Estado já ultrapassa todos os registros do ano passado: 10.055.

Pela legislação brasileira, alterada em agosto de 2009, são considerados estupros os ataques sexuais cometidos contra homens e mulheres, quando há violência ou grave ameaça.

Para o secretário da Segurança Paulista, Mágino Alves Barbosa Filho, o estupro é um crime de difícil combate porque, na maioria das vezes (82%), o criminoso tem algum tipo de ligação com a vítima. Também se mostra de difícil combate porque, segundo o secretário, a pasta ainda não tem um diagnóstico de o porquê eles crescem.

"Eu me rendi à opinião dos especialistas: eles não conseguem identificar", disse Mágino, que no ano passado chegou a apontar o desemprego como um dos fatores da elevação dos casos de estrupo. "É um fenômeno que acontece no país inteiro. Eu não tenho uma clara definição de qual é causa", afirmou.

Além todos estupros, o Estado também registrou aumento nos homicídios intencionais. Eles foram de 284 para 295 vítimas, acréscimo de 3,9%. No acumulado do ano, porém, os homicídios dolosos mantêm redução de 4,6%: caíram de 3.312 para 3.159, contando os registros acumulados de vítimas dos 11 meses de cada ano.

Sobre os crimes patrimoniais, os dados do governo apontam para queda de 15% nos roubos em geral, de 27.029 para 22.982, de 14% dos latrocínios (roubos com morte), de 28 para 24 casos. Os roubos de carga também caíram 15%, de 975 para 829, sempre comparando novembro de 2016 com novembro de 2017.

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