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Pela 3ª vez, carros-fortes são alvos de ladrões em trecho da Tamoios

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MARTHA ALVES E ROGÉRIO PAGNAN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nos últimos quatro meses, tentativas de roubos a carros-fortes têm se repetido no mesmo trecho da rodovia dos Tamoios, na região de Jambeiro (120 km de São Paulo). Nenhum dos criminosos foi preso até agora.

Nas ações, para obrigarem os motoristas a pararem, os ladrões atiram com fuzis contra os carros-fortes ou bloqueiam a rodovia com veículos. Essa é a rota que liga o Vale do Paraíba ao litoral norte de São Paulo.

Desta vez, por volta das 21h30 de quinta-feira (21), uma quadrilha incendiou dois caminhões no km 16 da rodovia para tentar roubar dois veículos da empresa de transporte de valores Protege.

Os motoristas pararam os blindados e os ladrões começaram a atirar. Os seguranças revidaram e teve início um tiroteio. Um carro que passava pelo local foi atingido pelos tiros, mas os ocupantes saíram ilesos.

Na sequência os carros-fortes foram explodidos, mas a quadrilha não conseguiu acessar os cofres e fugiu. Durante a troca de tiros, os seguranças conseguiram fugir em direção a uma área de matagal. Um deles ficou ferido na fuga, segundo a PRE (Polícia Rodoviária Estadual).

TERROR

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, disse na tarde desta sexta-feira (22) que o registro desse tipo de crime preocupa o governo paulista em especial pela organização dos criminosos e pela sensação de insegurança que causa.

"Esse é um tipo de crime que vem sendo praticado de forma muito profissional por parte dos agentes [criminosos]. Eu tenho que ficar preocupado. Esse é um tipo de ação que causa terror", disse o secretário durante apresentação de dados sobre violência referentes ao mês de novembro de 2017.

Os ataques a carro-forte não têm, porém, uma classificação específica na contagem da secretaria. São considerados como roubos comuns, e entram na mesma estatística de roubo de celular, por exemplo.

No Estado, de acordo com os dados oficiais, esse tipo de crime teve 15% de redução no mês passado, em comparação a novembro de 2016, passando de 27.029 para 22.982 registros.

Ainda de acordo com o chefe das polícias paulistas, o combate aos ataques a carros-fortes precisa continuar sendo "um trabalho de inteligência" para retirar de atividade as quadrilhas atuantes.

Mágino disse ainda que neste ano "diversas quadrilhas" foram presas suspeitas de participação nesse tipo de ataque, mas sem apresentar números.

O secretário afirma ser favorável à mudança da legislação para permitir uma melhora nos equipamentos utilizados pelas empresas de transporte de valores, para que elas possam reagir aos ataques de maneira mais efetiva. Isso incluiria o aumento da blindagem dos veículos e armas pelos vigilantes. "Isso tudo ajudaria bastante."

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Edhucca

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