Cotidiano

Falso fiscal da Receita Federal aplica golpe de R$ 2 milhões em 10 pessoas no Paraná

Da Redação ·
Diversos documentos falsos da Receita Federal, contendo uma listagem de produtos para venda acabaram apreendidos - Foto - Divulgação/Sesp
Diversos documentos falsos da Receita Federal, contendo uma listagem de produtos para venda acabaram apreendidos - Foto - Divulgação/Sesp

A Polícia Civil investiga um golpe aplicado no Paraná e em Santa Catarina que pode chegar a R$ 2 milhões.De acordo com a Delegacia de Estelionato de Curitiba, um homem de 64 anos se passava por fiscal da Receita Federal e anunciava na internet a venda de produtos apreendidos.

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Ele recebia o dinheiro, mas não entregava nada. A delegada Vanessa Alice afirmou na quarta-feira (20) que dez pessoas registraram boletim de ocorrência relatando que foram vítimas do golpista.

Ele foi inciado em inquérito e como não foi preso em flagrante responde em liberdade por estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa.

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Conforme a delegada Vanessa, a prisão do suspeito chegou a ser pedida, mas foi negada pela Justiça.

Dois mandados de busca a apreensão foram cumpridos. Um computador, dois veículos para averiguação, além de diversos documentos falsos da Receita Federal, contendo uma listagem de produtos para venda acabaram apreendidos.

Falso fiscal da Receita Federal aplica golpe de R$ 2 milhões em 10 pessoas no Paraná fonte: Reprodução

A delegada Vanessa Alice afirmou que dez pessoas registraram boletim de
ocorrência relatando que foram vítimas do golpista - Foto - Divulgação/Sesp

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O golpe
Segundo a polícia, o falso fiscal marcava encontro com as vítimas na sede da Receita Federal. Atraídas pelo preço praticado por ele na internet, elas iam até o local para obter mais detalhes sobre as tais mercadorias apreendidas.

Em seguida, era marcado um segundo encontro, em outro local, em que era feito o pagamento antecipado pelos produtos.

“A partir de então, eram conduzidas essas vítimas até o posto da Receita Federal no bairro CIC, onde eles pediam para aguardar um pouquinho, onde eles diziam que iriam falar com outro fiscal para abrir o depósito, para [o cliente] fazer a inspeção na mercadoria. E iam embora e deixavam a vítima sem conhecer a cidade na porta do depósito”, detalhou a delegada.

Com informações da Sesp