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Jerusalém é 'eterna capital da Palestina', diz Abbas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou nesta quarta-feira (6) que Jerusalém é a "eterna capital do Estado da Palestina", em reação à decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer a cidade contestada como capital de Israel.

Em discurso gravado e transmitido pela "Palestine TV", Abbas rejeitou o anúncio de Trump, que incluiu a decisão de transferir a Embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém. Segundo Abbas, a transferência "equivale aos EUA abandonarem seu papel como mediador do processo de paz".

"Com este anúncio, o governo americano escolheu violar todos os acordos e resoluções internacionais e bilaterais e escolheu violar o consenso internacional", disse Abbas.

Para Abbas, a decisão vai servir "a grupos extremistas que tentam tornar o conflito na nossa região uma guerra religiosa que irá empurrar a região para conflitos internacionais e guerras infinitas".

Abbas havia sido informado na terça-feira (5) pelo próprio Trump, em telefonema, sobre o iminente anúncio.

"O presidente Abbas alertou [o presidente Trump no telefonema] para as consequências perigosas de tal decisão sobre o processo de paz e para a paz, a segurança e a estabilidade da região e do mundo", afirmou o porta-voz do líder palestino, Nabil Abu Rdainah, em nota.

"Determinei que este é o momento de reconhecer oficialmente Jerusalém como a capital de Israel", disse Trump em pronunciamento na Casa Branca. "Isso não é nada mais nada menos do que o reconhecimento da realidade."

Trump descreveu a ação como um "passo há muito devido" para avançar um processo de paz no Oriente Médio que seja duradouro. As negociações entre israelenses e palestinos estão atualmente congeladas.

Nesse sentido, Trump falou que a decisão não equivale a uma tomada de decisão sobre a fronteiras contestadas entre palestinos e israelenses e que isso passa pelas negociações em torno da solução de dois Estados - pela primeira vez endossada pessoalmente pelo presidente americano.

"Não estamos demarcando as futuras fronteiras de uma Jerusalém de soberania israelense ou a resolução de fronteiras contestadas", afirmou. "Essas questões cabem às partes envolvidas."

Além de Abbas, líderes mundiais de diversos países -aliados e rivais dos EUA- criticaram a decisão nesta quarta. Muitos temem que ela leve a um aumento da violência no Oriente Médio.

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