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Confronto entre ELN e dissidência das Farc deixa 13 mortos na Colômbia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As autoridades da Colômbia investigam um confronto entre uma divisão do ELN (Exército de Libertação da Colômbia) e dissidentes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que deixou 13 mortos em 27 de novembro.

A Defensoria do Povo e o Ministério Público avaliam que a ação em Magüi Payán, no sudoeste do país, foi uma violação por parte do ELN do cessar-fogo bilateral com o governo, parte das negociações de paz com a guerrilha.

Segundo o defensor do povo, Carlos Negret, as mortes ocorreram na disputa entre os guerrilheiros do ELN e um grupo armado chamado Resistência Campesina por territórios de duas aldeias controlados pela segunda milícia.

Com base no relato de testemunhas, Negret disse que os líderes do Resistência Campesina não concordaram em ceder seus domínios. Eles abriram fogo e, ao revidar, os membros do ELN mataram combatentes rivais e civis.

Além dos dissidentes das Farc, morreram no confronto uma mulher grávida e um homem com deficiência mental. Os guerrilheiros do ELN também teriam sequestrado o irmão de um dos líderes do Resistência Campesina.

Mais de uma semana depois do ataque apenas 4 dos 13 corpos foram recuperados e outras oito pessoas estão desaparecidas. Devido à dificuldade de acesso, os militares só chegaram à região dois dias depois do confronto.

O comandante da força-tarefa Pégaso do Exército, Sergio Tafur, afirma que as milícias disputavam o controle do tráfico de drogas e da mineração ilegal. A região também é reivindicada por outro grupo, as Guerrilhas Unidas do Pacífico.

Nesta terça (5), Negret anunciou que abrirá uma denúncia à Justiça por violação do cessar-fogo por parte do ELN. A trégua, selada entre o governo e os guerrilheiros em 1º de outubro, termina oficialmente em 9 de janeiro.

O confronto é revelado no momento em que as negociações entre o ELN e o governo estão em crise. Na segunda (4), a guerrilha declarou que o cessar-fogo estava "em risco" devido a supostos ataques militares a seus acampamentos.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que o ex-ministro Juan Camilo Restrepo deixou o cargo de negociador-chefe do governo. Ao anunciar a saída, ele disse que deve ser "a sociedade" quem deve escolher o novo representante.

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