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Morre no Rio a socialite Carmen Mayrink Veiga

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LUCAS VETTORAZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Morreu no domingo (3) a socialite Carmen Mayrink Veiga, 88. Ela sofria havia anos de paraparesia espástica tropical, uma doença infecciosa que atinge o cérebro e compromete os movimentos.

Ela esteve recentemente internada no Hospital Samaritano, no Rio, e morreu em casa. Sua filha, a atriz Antônia Frering, lamentou a morte em uma rede social, postando uma foto da mãe tendo por legenda um coração partido.

Antônia estava em Nova York e embarcou para o Brasil. O corpo seria velado no Rio nesta terça, das 11h às 13h, na Capela Celestial do Memorial do Carmo, onde também ocorreria a cremação.

OS MAIS CHIQUES

Carmen seria considerada uma das mulheres mais elegantes do país a partir de meados dos anos 1950 --em 1981, figuraria na lista das mais bem vestidas do mundo da revista "Vanity Fair".

Natural de Pirajuí, no interior de São Paulo, ela era de família tradicional. Seu pai era um financista em São Paulo e foi cônsul honorário do então Reino da Itália.

Carmen já frequentava desfiles de alta costura quando se casou com o empresário Tony Mayrink Veiga. O casal permaneceu junto até 2016, quando Tony morreu.

Tornaram-se conhecidos pelas recepções que davam em seu apartamento com vista para o Pão de Açúcar ou no de Paris --frequentadores do jet-set, eles foram certa vez apontados pela revista "Vogue" como o casal mais chique da América do Sul.

A família Mayrink Veiga também teve uma rádio, fechada durante a ditadura militar (1964-1985).

Entre os que conviveram com o casal estava o escritor Truman Capote. O artista americano Andy Warhol retratou a socialite em um quadro, assim como fez Portinari.

Carmen foi ainda a primeira personalidade brasileira entrevistada por David Letterman no seu "Late Show".

Causou polêmica com outra entrevista, que deu à revista "Veja", em 1996, quando a fortuna da família decaía.

Nela, rejeitou ser chamada de "dondoca", "grã-fina" e "socialite", "termos pejorativos horrorosos"."Sempre trabalhei como uma negra, grátis, sem ter férias nem salário. Você acha que ser dona de casa é pouco?"

Além dos filhos Antenor e Antônia, Carmen Mayrink Veiga deixa netos e bisnetos.

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