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Mostra do Fomento à Dança segue com apresentações gratuitas até dezembro

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IARA BIDERMAN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A 11ª Mostra do Fomento à Dança está a pleno vapor, mesmo com (e apesar de) todas as polêmicas sobre o programa de incentivos da SMC (Secretária Municipal de Cultura), como as acusações de favorecimento a grupos ou de esvaziamento do projeto.

Neste ano, é uma mostra fora da caixinha: concebida em apenas três semanas, com uma verba de R$ 70.000 (para 27 núcleos artísticos e 20 dias de evento), a proposta é levar as companhias para se apresentarem nas casas umas das outras -as ações ocorrem em 13 espaços diferentes de São Paulo, além das apresentações de rua.

São espaços culturais que puderam se estabelecer com ajuda de fomentos. "Ao longo dos anos, a cidade ganhou novos locais, que estão aí para os artistas usarem e para a população frequentar", diz Zé Renato Fonseca, um dos produtores da mostra.

O convite para cada grupo visitar a casa do outro, produzir e levar público é uma estratégia em tempos em que faltam dinheiro e diálogo.

"Precisamos repensar nossos modos de produzir e difundir a arte", diz Gabi Gonçalves, também da produção da mostra que, nesta edição, foi montada pelo CRD (Centro de Referência da Dança). Em mostras anteriores, os grupos se reuniam com o núcleo do fomento, da SMC, com mais antecedência e organizavam a programação.

"Neste momento, sentimos que a mostra não aconteceria se dependesse exclusivamente da SMC. Então a nova gestão do CRD procurou a secretaria e explicou a importância de realizar o evento", conta Gabi.

A secretaria deu o OK, desde que o CRD cuidasse da montagem e da realização. A SMC entrou com os R$ 70.000, reforço na divulgação e a cessão de alguns espaços públicos. A maioria dos locais de apresentação são os espaços cedidos pelos próprios grupos participantes.

"Para esses núcleos que cederam seus espaços, a organização da mostra dá uma ajuda de custo, cede um técnico, é quase um escambo. O dinheiro é outro hoje, a tal economia criativa", diz Zé Renato.

A mostra não tem curadoria: todos os projetos contemplados dos últimos dois anos foram convidados a participar. "A adesão foi de 95%. E quem não entrou foi por motivos técnicos, viagem do elenco etc.", diz o produtor.

Iniciada no último dia 21/11, a mostra segue até 10/12. Além dos espetáculos, a programação inclui debates, mostra de vídeo, lançamento de livros, a "mostra dentro da mostra" Lugar Nômade e a entrega do prêmio Denilton Gomes seguida por show da moçambicana Lenna Bahule.

11ª MOSTRA DO FOMENTO À DANÇA

QUANDO até 10/12

ONDE diversos locais; programação completa em facebook.com/mostradofomentoadanca

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