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Ex-conselheiro de Trump admite que mentiu sobre contato com russos

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ESTELITA HASS CARAZZAI

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O ex-conselheiro de Segurança Nacional do governo Trump, Michael Flynn, deve firmar um acordo com o FBI nesta sexta (1º) e admitir que mentiu sobre um contato com o embaixador russo, em dezembro do ano passado.

Flynn foi indiciado por falso testemunho na noite desta quinta (30), por ter mentido ao FBI que não falara com Sergei Kislyak, embaixador da Rússia, ainda antes de Donald Trump assumir a presidência, em dezembro do ano passado. Na ocasião, ele teria solicitado a Kislyak que evitasse responder às sanções propostas pelo então presidente Barack Obama contra a Rússia, naquele mesmo dia.

Em resposta ao contato de Flynn, o embaixador afirmou que iria moderar a reação russa. O ex-conselheiro pediu demissão do governo depois da revelação da conversa, em fevereiro deste ano.

A investigação contra Flynn está sob o comando de Robert Mueller, conselheiro especial do FBI, que apura as relações do Kremlin com os EUA -e sua eventual influência no governo Trump.

Mueller já indiciou o ex-diretor de campanha de Trump, Paul Manafort, por lavagem de dinheiro e fraude tributária em serviços prestados ao ex-presidente da Ucrânia Viktor Yanukovitch. Seus vínculos com os russos, porém, também estão sob investigação.

Flynn deve comparecer à Justiça às 10h30 (13h30 de Brasília), em Washington, para admitir a culpa.

Existe a expectativa de que ele firme um acordo mais amplo e faça novas revelações sobre as relações entre o governo Trump e os russos. Na semana passada, seus advogados informaram à Casa Branca que não poderiam mais compartilhar informações com a equipe de advogados do presidente.

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