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PF deflagra operação para prender assaltantes de banco em três Estados

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal deflagrou nesta quinta (30) operação para desarticular quadrilhas especializadas na explosão de agências bancárias no Paraná, em São Paulo e Mato Grosso do Sul. As informações são da Agência Brasil.

Na ação, batizada como operação Miguelito, os policiais cumprem 10 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária, 2 de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão, nas cidades de Londrina, Cambé, Arapongas e Curitiba (PR); Sandovalina e Euclides da Cunha Paulista (SP), e Nova Andradina (MS). Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em Maringá.

Segundo as investigações, feitas com o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná, dois grupos são responsáveis por ataques a bancos nas cidades de Marialva, Mandaguaçu, Terra Rica (duas vezes), Porecatu, Itambé e Barbosa Ferraz, no Paraná e Iepê, Pedrinhas Paulista e Cruzália no Estado de São Paulo, num total de 20 agências bancárias atingidas nos dois Estados. Os assaltantes usavam armas de grosso calibre -em sua maioria fuzis- com a tática de disparar diversas vezes durante os delitos

Em um dos confrontos com a polícia, em abril deste ano, seis integrantes das quadrilhas foram mortos por policiais federais, depois de explodir agência bancária em Alvorada do Sul, e fugir pelo rio Paranapanema. No episódio foram apreendidos fuzis, pistolas, coletes balísticos, explosivos e valores subtraídos das agências atacadas.

A operação desta quinta (30) pode tirar de circulação alguns integrantes que explodiram uma agência bancária em Itambé, e outro grupo, de Curitiba, responsável por ataques a agências bancárias nas cidades de Marialva e Mandaguaçu, ambas no Paraná.

Os integrantes dos grupos vão responder por crimes de organização criminosa, roubo agravado, latrocínio (roubo seguido de morte) em sua forma tentada, porte de arma de fogo de calibre restrito e exposição a perigo mediante explosão. Se condenados poderão ter penas que podem passar dos 30 anos de prisão.

O nome da operação -Miguelito- é referência aos instrumentos compostos de pregos retorcidos e espalhados pelas quadrilhas nas vias de fuga das ações para dificultar perseguições policiais.

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