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Aeronave da Polícia Civil reforça ações de segurança

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Em pouco mais de um ano, a aeronave do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), da Polícia Civil do Paraná, registrou 500 voos para apoio à ações da própria corporação, e também, da Polícia Militar, Polícia federal e Guarda Municipal, além de patrulhamento especializado para mapa do crime, levantamento de locais de desmanches de carro, atuação em rebelião de presos e, ainda, voo de apoio para transplante de órgãos.

O resultado do trabalho do GOA foi apresentado ao governador Beto Richa nesta quarta-feira (22), durante a inauguração do hangar que abriga a aeronave da Polícia Civil, no aeroporto Bacacheri, em Curitiba. De acordo com o governador, o espaço é mais um avanço na melhoria da estrutura da Polícia Civil, e vai otimizar o trabalho da equipe do grupamento.

“Desde o início do nosso mandato temos procurado valorizar as nossas polícias, garantindo melhor estrutura para o enfrentamento ao crime no Estado. A criação do GOA é mais uma conquista, já são 500 ações com o uso desse helicóptero”, afirmou.

Richa citou os avanços conquistados na área da segurança pública, como a contratação de mais de onze mil policiais, a aquisição de três mil viaturas, compra de equipamentos, como armas de longo alcance e coletes de proteção. Além da criação de delegacias especializadas, como a da mulher e a delegacia de furto e roubo de cargas. “Vamos continuar até o fim do nosso governo fazendo o melhor pela segurança do Estado, em reconhecimento ao trabalho dos policiais que garantem a segurança das famílias do Paraná e a redução nos índices de criminalidade”, afirmou o governador.

MAIORES OPERAÇÕES
O GOA foi criado por decreto em junho de 2016 e integra a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil. A unidade atua com helicóptero apreendido de criminosos e que foi cedido pela Justiça para a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária. O secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, disse que a atuação do GOA reforça o trabalho da segurança pública junto com o Batalhão de Operações Aéreas da Polícia Militar (BPMOA).

A aeronave do GOA é do modelo Robinson R44, avaliada em mais de R$ 1 milhão. O helicóptero foi apreendido durante uma operação policial, em junho de 2015, para desarticular uma quadrilha suspeita de tráfico de drogas. “O Helicóptero está em pleno uso e participou das maiores operações realizadas neste último ano, desde a repressão qualificada aos crimes contra a segurança pública, tráfico de drogas, e os demais crimes, principalmente contra o patrimônio. Tanto o GOA quanto o BPMOA estão sempre prontos para intervir em qualquer situação”, ressaltou.

O secretário lembrou, ainda, que devido os bons resultados da equipe do grupamento aéreo, foi cedido pela Polícia Federal, outra aeronave. “Junto a inauguração desse espaço mais adequado, que atende as recomendações da Agência Nacional de Aviação Civil, nós estamos nos preparando para receber mais esse helicóptero, o que vai melhorar otimizar nosso trabalho”.

ÊXITO
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Júlio Reis, falou que diversas ações policiais só tiveram êxito devido a atuação da aeronave. “Um dos exemplos são ações em localização de desmanches, que muitas vezes estão em regiões de mata, cuja localização por via terrestre seria muito mais difícil. Além de ações de fronteira e repreensão do narcotráfico”, destacou.

O GOA faz parte da frota aérea utilizada pelas forças de segurança do Paraná no combate ao crime. Além da Polícia Civil, a Polícia Militar atua com 4 helicópteros e 2 aviões, para dar suporte a operações policiais realizadas no Estado. A aeronave atende todo o território paranaense, mas fica alocada em Curitiba, na base aérea da Polícia Rodoviária Federal.

UNIDADE ESPECIALIZADA
Entre tripulantes e pilotos, doze policiais civis estão qualificados para integrar a unidade especializada. De acordo com o coordenador do GOA, delegado Renato Coelho, o treinamento dos agentes do grupamento incluiu preparação para funções operacionais e também de socorro e eventual necessidade de rapel realizado a partir do helicóptero.

“Para pilotar uma aeronave de segurança pública a exigência é muito maior, já que o voo é muito diferente da aviação geral. Nós voamos em altitudes baixas, muitas vezes fazendo acompanhamento tático, pousamos e decolamos de locais não homologados. Podemos afirmar que nossos policiais são altamente qualificados, além disso, todos oriundos de unidades de elite da Polícia Civil” , afirmou o coordenador. Eles foram formados pelas polícias civis do Distrito Federal e de Santa Catarina, além da Polícia Rodoviária Federal.

PRESENÇAS
Estiveram presentes na inauguração do espaço o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni; o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho; os deputados Bernardo Carli, Rubens Recalcatti e Alexandre Cury; o delegado adjunto da Polícia Civil, Naylor Roberto de Lima; o delegado adjunto de operações aéreas, Edward Figueira Ferraz; o tenente da Polícia Militar, coronel Sampaio, o  representante do Sindacta, capitão Viana; o comandante do 20º Batalhão de Infantaria Blindado, coronel Gerson Rolim da Silva; o representante da Polícia Rodoviária Federal, comandante Kunem, e  o representante da Polícia Científica, perito Emerson Luiz.

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