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Em crise, hospital da USP fecha pronto-socorro infantil

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DHIEGO MAIA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mergulhado numa grave crise financeira e institucional, o Hospital Universitário da USP fechou, nesta terça (21), o pronto-socorro infantil.

A unidade só está prestando atendimentos em casos emergenciais já encaminhados por postos de saúde da região. Pela manhã, um cartaz fixado na entrada da unidade avisava que o setor pediátrico estava com seu funcionamento comprometido.

O hospital é uma unidade pública de referência na zona oeste da capital. Também serve como local de estudos aos alunos das áreas da saúde.

Um movimento grevista de estudantes de medicina da universidade já dura oito dias, alegando sucateamento e fuga em massa de médicos.

Segundo a universitária Maria Luiza Corullon, presidente do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, o fechamento da pediatria já estava previsto porque a quantidade de médicos no setor não dá conta de atender aos plantões. "O ideal era ter 32 profissionais. Hoje, são 22", diz.

Gerson Salvador, um dos diretores do Simesp (Sindicato dos Médicos de SP) e que também trabalha no setor clínico do Hospital Universitário, diz que a interrupção forçada dos atendimentos na pediatria é só um "primeiro nó". "Cerca de 25% dos leitos de internação e 40% da UTI estão fechados por falta de médicos"

Questionada, a USP não se manifestou sobre a interrupção dos atendimentos na área infantil do hospital.

Já a Faculdade de Medicina da USP disse, por nota, que não está medindo esforços para que o hospital "supere a crise pela qual atravessa".

"Assim, procuramos construir consenso para viabilizar um convênio entre a Secretaria Municipal de Saúde e a reitoria da universidade."

A Secretaria Municipal de Saúde diz que, em 31 de outubro, encaminhou ao Hospital Universitário minuta de termo de convênio para contratar médicos para a unidade.

A pasta diz, no entanto, que em 13 de novembro "tomou ciência de uma proposta alternativa" de médicos, estudantes e comunidade local e que, nesta terça, verificou que a unidade também "está inscrita no Cadin municipal", impedindo novos repasses pelo município.

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