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Chile condena primeiro civil por crimes durante a ditadura de Pinochet

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A Corte Suprema do Chile confirmou na tarde de sexta-feira (17) a sentença de 20 anos de prisão para Juan Luzoro Montenegro, ex-presidente de uma associação patronal de empresas de caminhões, acusado de quatro homicídios cometidos em 18 de setembro de 1973. Ou seja, sete dias após o golpe militar que derrubou o então presidente socialista Salvador Allende, dando início à ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990).

Foi a primeira condenação de um civil no Chile por crime de abuso de direitos humanos cometidos durante o regime.

Segundo o advogado das vítimas, Nelson Caucoto, Montenegro era "o chefe dos civis que, no interior do Paine (província de Maipo), se organizaram junto à polícia local para exercer a repressão".

A condenação já havia sido emitida em 31 de março, por uma juíza local, mas a vítima apelou e o caso foi parar na Corte Suprema, que apenas ratificou a decisão inicial.

Além da pena de prisão, a Corte condenou, ainda, o Estado chileno a pagar uma indenização aos familiares das vítimas.

Segundo cifras oficiais e de organismos de direitos humanos foram mortos durante a ditadura 3.200 chilenos em mãos do Estado. Destes, 1.192 seguem desaparecidos, enquanto 33 mil foram torturados.

SYLVIA COLOMBO, ENVIADA ESPECIAL

SANTIAGO, CHILE (FOLHAPRESS) - 


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