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Ministro anuncia na COP plano de recuperação de florestas

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ANA CAROLINA AMARAL

BONN, ALEMANHA (FOLHAPRESS) - Na véspera de discursar na plenária da COP-23, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, conseguiu garantir a assinatura que faltava para a entrada em vigor do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, conhecido como Planaveg.

Criado através de uma portaria interministerial com as pastas de Meio Ambiente, Educação e Agricultura, o plano ainda esperava a assinatura do Ministério da Casa Civil, que o aprovou nesta quarta-feira (15).

O instrumento planeja a restauração de 12 milhões de hectares de florestas nativas, área equivalente à Inglaterra ou a três vezes o território do Rio de Janeiro, em um trabalho que deve acontecer até 2030.

A meta está entre os compromissos brasileiros no Acordo de Paris. Sarney Filho já elenca a vitória entre as boas notícias que traz à COP nesta quarta (15), mas a aprovação ainda aguarda publicação no Diário Oficial.

Com incentivos financeiros e assistência técnica, o Planaveg foca as áreas de preservação permanente (APP) e de reserva legal de propriedades rurais, incluindo ainda áreas degradadas com baixa produtividade.

Facilitador da relação entre governo e sociedade civil como secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Alfredo Sirkis atenta para o desafio de implementação da restauração em larga escala. "Tem que demarcar, monitorar e evitar novas degradações", exemplifica. Mas ressalva que a aprovação do plano é um passo importante, inclusive no plano internacional. "Dos países com florestas tropicais, o Brasil é o mais habilitado a encarar esse desafio", aposta.

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