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Em consulta não vinculante, 62% dos australianos aprovam casamento gay

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Austrália foi aprovada por 62% dos votantes em consulta popular não vinculante, mas que deve levar o Parlamento a legalizar o matrimônio homossexual até o fim do ano.

Os resultados da votação, feita por correspondência, foram divulgados nesta quarta (15, noite de terça no Brasil) pelo Instituto de Estatísticas. Mais de 12,7 milhões de australianos, ou 80% do eleitorado, participaram do pleito.

Horas depois do anúncio, o primeiro-ministro Malcolm Turnbull disse que o governo defenderá a aprovação. "O povo australiano nos deu uma tarefa que deve ser cumprida. Este deve ser nosso principal compromisso até o Natal."

Embora o chefe de governo defenda a medida, os membros de coalizão conservadora derrubaram, nos últimos anos, os projetos para mudar a lei. A expectativa é que, com a consulta popular, a situação no Legislativo se reverta.

Apesar de ser um dos países mais liberais do mundo e de ter uma das maiores paradas LGBT, a de Sydney, a Austrália ratificou a proibição ao casamento homossexual em 2004, em um adendo a uma lei da década de 1960.

Em alguns Estados, como Nova Gales do Sul, Queensland e Vitória, e na capital Canberra as uniões são reconhecidas, mas com direitos limitados. Desde o ano passado, o último permite a adoção e a reprodução assistida aos casais.

O resultado da consulta foi comemorado pela comunidade LGBT local, que fizeram festa em Sydney.

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