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Família de bebê cujo corpo sumiu protesta em frente a hospital

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Família de bebê cujo corpo sumiu protesta em frente a hospital - Foto: Extra/Reprodução
Família de bebê cujo corpo sumiu protesta em frente a hospital - Foto: Extra/Reprodução

A família de um bebê que morreu no Hospital Pasteur, no Méier, no Rio de Janeiro, realizou neste domingo (12) o terceiro protesto após o desaparecimento do corpo da criança.  Carla Leite foi uma das pessoas que se juntou a parentes e foi para a porta do Hospital Pasteur cobrar providências sobre o desaparecimento do corpo de seu sobrinho, Kevin. 

O bebê nasceu morto, aos cinco meses de gestação, na unidade de saúde, mas, até agora, os familiares não conseguiram enterrá-lo.

"O hospital não fez uma ligação, não dá uma satisfação. Hoje faz uma semana que o bebê veio a óbito, mas, se a gente não esperneia, não recebe uma resposta", reclamam os familiares do bebê.

Este já é o terceiro protesto organizado: na quinta-feira, depois de se manifestar em frente ao hospital — sem conseguir conversar com a direção —, a família se dirigiu à 26ª DP (Todos os Santos), que investiga o caso. No mesmo dia, o maqueiro Flávio Rodrigues Cabral confirmou, em depoimento, ter removido o corpo de Kevin para o necrotério.

"O advogado do hospital disse que não tem imagens do que aconteceu depois, por causa de uma queda de luz. Por isso, as câmeras de segurança teriam entrado em pane. Dá vontade de rir, para não chorar"queixa-se a tia  Carla Leite.

A Polícia Civil informou que ainda não há novidades sobre as investigações. O diretor do hospital Pasteur, Danilo Abreu, foi ouvido na semana passada. Além disso, foi identificada uma funerária que recolheu o corpo de outro recém-nascido, e que poderia ter levado o de Kevin por engano.

Leia abaixo, na íntegra, a nota divulgada pelo Hospital Pasteur

"Com referência ao episódio de desaparecimento do feto natimorto, filho da paciente Rayane Araújo Silva e de Wanderson Nunes, a equipe do Hospital Pasteur lamenta profundamente e continua à disposição dos pais. A instituição:

1. Espera poder contribuir para dirimir a dor da família, tendo disponibilizado atendimento psicológico e reembolso das despesas incorridas, além de manter-se disponível ao que estiver ao seu alcance;

2. Está colaborando de forma ativa com a polícia e espera que as autoridades esclareçam esse triste episódio;

3. Abriu sindicância interna, com registros de movimentação, análise de imagens e entrevista com os profissionais de plantão nos dias subsequentes ao descobrimento do fato. Preparou, com esses subsídios, amplo relatório médico e de ocorrências para fins de averiguação e suporte à investigação da autoridade policial;

4. Esclareceu à família sobre os fatos ocorridos em três ocasiões até o momento, na sequência da apuração, por intermédio do pai, Wanderson Nunes, no dia 7 de novembro; do pai com seu advogado, no dia 9 de novembro; e das tias, no dia 12 de novembro;

5. Mantém-se à disposição da família e conta com a autoridade policial para a plena elucidação dos fatos".

As informações são do Extra

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