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Em visita à Catalunha, premiê da Espanha pede a empresas que fiquem

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, realizou neste domingo (12) sua primeira visita à Catalunha desde que foi destituído o governo regional.

A visita ocorre um dia após uma grande manifestação em Barcelona, com cerca de 750 mil pessoas -de acordo com estimativa da polícia catalã-, pedir a libertação de líderes independentistas da Catalunha.

Dez dirigentes ligados à fracassada tentativa de separação da região espanhola estão sob prisão preventiva desde o último dia 2, sob a acusação de sedição e rebelião ao descumprirem sentenças do Tribunal Constitucional que ordenavam a interrupção do processo.

Rajoy declarou que tem como objetivo recuperar a "Catalunha de todos" e pediu "a todas as empresas que trabalham ou tenham trabalhado na Catalunha" que não deixem a região, como fizeram quase 2.400 firmas desde o início de outubro, quando foi realizado o plebiscito pela independência da região.

Em uma reunião do Partido Popular para as eleições regionais de 21 de dezembro, o primeiro-ministro rechaçou as acusações de autoritarismo. "Nós restabelecemos a ordem legal e democrática, isso é o que ocorreu, e não outra coisa", afirmou.

De acordo com ele, as medidas de exceção só devem ser adotadas quando não há outra via, ao explicar a aplicação do artigo 155, que permitiu destituir o governo regional, dissolver o parlamento e convocar eleições.

"Não pode um governo, nem aqui nem em nenhum país democrático do mundo, instalar-se na ilegalidade", afirmou.

Durante a breve visita, Rajoy esteve acompanhado da ministra da Defesa, María Dolores de Cospedal.

"Temos que recuperar a Catalunha sensata, pacífica, empreendedora e dinâmica, acolhedora e aberta, segura e fiel, respeitosa e respeitada que tanto contribuiu para o progresso da Espanha e da Europa", afirmou.

Pesquisa divulgada neste domingo (12) pelo jornal "El País" informa que a impressão de que a independência da Catalunha é possível caiu entre os habitantes da região, que desaprovam majoritariamente (69%) a gestão da crise por Rajoy, embora a maioria (69%) concorde com a convocação das eleições de 21 de dezembro.

Na pesquisa, que ouviu 1.730 pessoas entre 6 e 8 de novembro, apenas 28% dos catalães acreditam que a independência é possível em um futuro próximo -essa cifra era de 51% em outubro.

O ex-líder destituído da Catalunha Carles Puigdemont continua em Bruxelas, onde houve neste domingo (12) manifestações em favor dos independentistas da Catalunha, e não manifestou intenção de retornar à Espanha. Contra ele há uma ordem de prisão emitida pela Justiça espanhola.

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