Mais lidas
Cotidiano

Artista que acreditou na beleza das pedras, Amelia Toledo morre aos 90 anos

.

ISABELLA MENON

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aos quatro anos, Amélia ganhou dos pais uma coleção de pedras. A paixão infantil se perpetuaria nas obras em que minerais, bem como conchas e outros materiais naturais, serviriam de matéria-prima.

A partir da década de 1970, as obras baseadas nas formas da natureza passaram a dominar a produção da artista que, no início da carreira, foi orientada por nomes como Anita Malfatti (1889-1964) e Yoshiya Takaoka (1909-1978).

Seu trabalho figuraria em três Bienais -na nona edição ela teve obras premiadas.

Desprendida de tendências, Amelia Toledo se tornaria conhecida por suas instalações e esculturas, como "Caleidoscópio", uma espécie de labirinto, na estação de metrô Brás.

Ela era conhecida também por seu perfeccionismo; sua exigência no tocante às obras faria com que mostrasse, por vezes, uma faceta explosiva.

Esse aspecto mais vulcânico se modulou nos últimos anos de vida, revelando uma mulher mais afetuosa e doce, diz sua filha, Ruth Toledo.

Ela, porém, ainda dava palpites sobre, por exemplo, como suas obras deviam ser exibidas. É o que relembra o curador Marcus Lontra, responsável por "Lembrei Que Esqueci", mostra que celebra 60 anos de carreira da artista no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo.

Criativa também na cozinha, ela não seguia receitas. "Tudo com seu toque era beneficiado", relembra Ruth.

A artista morreu na terça (7) de causas naturais. Deixa os filhos Ruth e Moacyr e três netos. Seu corpo será velado nesta quinta-feira (9), a partir das 8h, no Cemitério Parque do Morumbi, onde será enterrado às 14h.

×

Newsletter

Conteúdo direto para você:

Quero Receber