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Luau na praia acaba em tiros na zona sul do Rio; três ficam feridos

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um luau que acontecia na praia de São Conrado, na zona sul do Rio, acabou em tiros, na manhã deste domingo (5). Três pessoas ficaram feridas.

Segundo a Polícia Militar, homens passaram pela orla em um carro preto e atiraram contra o grupo que participava do luau, por volta das 5h deste domingo. Os participantes eram moradores da favela da Rocinha, que fica a cerca de dois quilômetros dali.

Os três feridos foram levados para o Hospital Municial Miguel Couto. Os criminosos fugiram.

Segundo a Polícia Civil, as investigações já apontam um suspeito do crime.

Uma das vítimas, um adolescente, consta como suspeito no inquérito policial sobre a invasão à favela em setembro deste ano, que deu início a uma disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas ali.

O adolescente está internado no hospital.

ROCINHA

Duas pessoas morreram na manhã do último sábado (4) em operação policial na Rocinha. A Polícia Militar disse que as duas vítimas eram criminosos e foram baleados em confronto com os policiais.

Há mais de um mês a favela vive uma disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas ali.

Maior favela do Rio, a Rocinha fica em um ponto estratégico para o tráfico de drogas pelas facilidades logísticas: fica na zona sul, perto da Barra, na zona oeste -a principal entrada fica na maior via de ligação entre as duas regiões-, o acesso às vielas é difícil e a mata no alto do morro possibilita rotas de fugas para os bandidos.

No entanto, o problema vai além desta favela.

O Rio enfrenta uma grave crise financeira, com cortes de serviços e atrasos de salários de servidores, e está perto de um colapso na segurança pública.

Um outro efeito dessa crise tem sido o aumento dos índices de criminalidade e a redução do número de policiais em favelas ocupadas por facções criminosas. As UPPs, bases policiais em comunidades controladas pelo tráfico, perderam parte de seu efetivo.

Nos últimos meses, têm sido rotina mortos e feridos por bala perdida, além de motoristas obrigados a descer de seus carros para se proteger dos tiros.

Outro braço dessa crise é a morte de policiais. Só neste ano já foram 115 assassinados no Estado. A situação de insegurança também levou o presidente Michel Temer (PMDB) autorizar o uso das Forças Armadas para fazer a segurança pública do Rio até o final do ano que vem.

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