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Atentado com caminhonete deixa ao menos 8 mortos em Nova York

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SILAS MARTÍ

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Um homem dirigindo uma caminhonete alugada invadiu uma ciclovia, atropelou pedestres e ciclistas e matou ao menos oito pessoas na tarde desta terça-feira (31) em Nova York antes de ser alvejado por um policial e detido.

O sul de Manhattan, onde o ataque ocorreu, abriga a prefeitura de Nova York, o distrito financeiro e o memorial do World Trade Center, que marca o local dos atentados do 11 de Setembro.

A polícia e o governo local tratam o ocorrido como atentado terrorista -o mais letal na cidade desde 2001.

O atropelamento aconteceu em uma ciclovia na rua West, que corre em paralelo ao parque na margem do rio Hudson, perto da rua Chambers e diante de uma escola.

Segundo o jornal "The Washington Post" e a rede TV CBS, o suspeito é Sayfullo Saipov, 29, que nasceu no Uzbequistão, mas mora em Tampa, na Flórida, desde 2010. Até a conclusão desta edição, não se sabia se ele estava nos EUA legalmente ou não.

"É um dia muito doloroso em nossa cidade. Com base nas informações que temos até este momento, foi um ato terrorista, um ato covarde de terror. Sabemos que esse foi um ato para abalar nosso espírito, mas nós, nova-iorquinos, somos resilientes", disse o prefeito Bill de Blasio.

Segundo as autoridades, seis pessoas morreram no local e outras duas no hospital. Além delas, há pelo menos 11 feridos, mas esse número ainda pode aumentar.

A caminhonete invadiu a rua West, uma ciclovia também usada por pedestres, às 15h05 locais (17h05 no horário de Brasília), atropelando quem estava no caminho.

Depois de bater em um ônibus escolar -deixando duas crianças feridas-, o motorista saiu do veículo armado e foi atingido no abdômen por um tiro de um policial.

Ele carregava uma arma de ar-comprimido que dispara chumbinho e outra de paintball. Depois de ser alvejado, ele foi detido. A caminhonete foi alugada na Home Depot, uma loja de utilidades domésticas, em Nova Jersey.

A identidade do homem e sua origem não haviam sido confirmadas pela polícia até a conclusão desta edição.

De acordo com o jornal "The New York Times", após sair do carro, o homem gritou a frase "Allahu Akbar" (Deus é grande, em árabe). Testemunhas, porém, dão versões distintas para o grito.

"Não faz sentido ele ter dito isso. Não ouvi nada", disse à reportagem o estudante Mohamed Hamsa, testemunha do atentado. "Vi ele andando no meio da rua com sua arma na mão muito tranquilo, como se não tivesse feito nada."

Segundo o governador de Nova York, Andrew Cuomo, não havia até então informações de que haja outros envolvidos. "Sabemos que Nova York é um símbolo de democracia e liberdade", disse Cuomo. "Não deixem terroristas alterarem suas vidas."

O presidente Donald Trump atribuiu o atentado a "uma pessoa doente e perigosa". "As forças de segurança acompanham o caso. NÃO NOS EUA!"

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