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Sem-teto marcham 23 km para pressionar Alckmin por moradia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Sem-teto ligados ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) iniciaram por volta das 7h uma marcha de 23 km nesta terça-feira (31) rumo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, na zona sul de São Paulo.

Os manifestantes cobram do governador Geraldo Alckmin a desapropriação de um terreno ocupado na rua João Augusto de Sousa, no bairro Assunção, em São Bernardo, para a construção de moradias populares.

Segurando faixas, os sem-teto iniciaram a marcha pela avenida Cupecê, em São Bernardo, que foi bloqueada totalmente. Por volta das 10h20, o grupo já se encontrava na cidade de Diadema. Os sem-teto planejam se juntar por volta das 13h a membros de outras ocupações e apoiadores da marcha próximo à ponte do Morumbi, na capital paulista.

O manifestantes também cobram a imediata construção de moradias em terrenos do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e a manutenção do programa Casa Paulista.

SHOW PROIBIDO

Uma decisão judicial proibiu a realização do show do cantor Caetano Veloso na noite desta segunda-feira (30) no acampamento do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) na área do mega-acampamento em São Bernardo do Campo.

O espetáculo prestaria apoio à luta por moradia e à marcha que os integrantes realizam nesta terça em direção ao Palácio dos Bandeirantes. A ação civil pública que ensejou a proibição alegava questões de segurança mas argumentava também que a ocupação já tinha liminar de reintegração de posse confirmada em segunda instância.

"Não sei dizer se foi censura, não sou um técnico. Mas dá a impressão de que não é um ambiente propriamente democrático", disse Veloso. "Pode ser um modo de reprimir uma ação que seria legítima", questionou.

Ele afirmou que esta foi primeira vez que ele se viu impedido de cantar desde a redemocratização. "E, mais do que nunca, é preciso cantar porque há muitas dificuldades", completou, antes de recitar os versos da canção "Gente", que pretendia cantar no palco e dedicou aos sem-teto.

O líder do movimento, Guilherme Boulos, classificou a liminar como um "ato de censura" e de "falta de democracia". "Alegar questão de segurança é uma excrescência. Fazemos assembleias diárias com o mesmo número de pessoas", afirmou à reportagem. "Nossa melhor resposta será exercer o nosso direito à manifestação nesta terça", disse.

MEGA-ACAMPAMENTO

O acampamento, situado em um terreno particular no bairro Assunção, abriga 6.500 famílias é a maior ocupação feita pelo MTST nos últimos anos –a Copa do Povo, levantada em Itaquera (zona leste) meses antes do Mundial, tinha 3.500.

Segundo o movimento (autor das estimativas acima), o imóvel, da construtora MZM, estaria vazio há mais de 30 anos. A proprietária entrou com um pedido de reintegração de posse na Justiça –por enquanto, sem sucesso.

Embora esteja localizada numa região tradicionalmente industrial da cidade, a ocupação faz fronteira com uma vila e um condomínio residencial.

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Edhucca

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