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Ator comprou os direitos de 'Céus' antes de conhecer diretor

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Felipe de Carolis lembra de quando, aos 20 anos, foi à França comprar os diretos da peça "Incêndios", vestido de blazer e uma maletinha à mão.

"Fiquei esperando uns três minutos em silêncio, e ele [o autor Wajdi Mouawad] falou que só estava aguardando as pessoas chegarem. E respondi: 'Não tem pessoas, sou eu só'. Ele deve ter achado que eu era estagiário de alguém ou algo assim", lembra o ator e produtor, hoje aos 28.

Carolis, à época estudante de cinema da PUC-Rio e sozinho na produção, mandara à agência de Mouawad um documento com "garantias" para a montagem brasileira: dizia ali que ela teria direção de Aderbal Freire-Filho e atuação de Marieta Severo. "Mas eu nem sequer os conhecia!"

Quando ele, já com os direitos em mãos, conseguiu enviar o material à atriz, ela pediu que fizessem uma leitura do texto e, em seguida, decidiu produzir a peça ao lado de Carolis.

Em 2013, durante os ensaios de "Incêndios" no teatro Poeira, no Rio, veio outro impulso. Carolis se espantou com noticiários de que poderia haver intervenção militar nas manifestações que ocupavam as ruas naquele ano.

"Na hora, falei para o Aderbal que aquilo lembrava 'Céus'" -mas a equipe estava então concentrada na primeira montagem.

No dia em que estreou "Incêndios", Carolis chegou ao ouvido de diretor para lhe confessar outro segredo: depois do tal ensaio, adquirira também os direitos de "Céus".

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