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Turquia libera oito ativistas de direitos humanos acusados de elo com golpe

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça da Turquia pôs nesta quarta (25) em liberdade condicional oito ativistas de direitos humanos, incluindo uma diretora da ONG Anistia Internacional, suspeitos de elo com o golpe frustrado contra o líder do país, Recep Tayyip Erdogan.

Além da diretora Idil Eser, foram soltos depois de pagar fiança o sueco Ali Gharavi e o alemão Peter Steudtner. Pelos termos da liberação, eles não são obrigados a ficar no país até a próxima audiência do processo, em novembro.

Os juízes, no entanto, mantiveram no cárcere o presidente da Anistia Internacional na Turquia, Taner Kilic, há quatro meses em uma cadeia de Esmirna acusado de ter participado das operações armadas da tentativa de golpe.

Outros dois saíram da cadeia horas antes. O advogado de defesa do grupo, Erdal Dogan, disse que ficou feliz, mas que "o processo nunca deveria ter sido aberto". "Precisamos de um Estado de Direito e de apoio a nossos cidadãos".

Quase todos haviam sido presos em julho em um evento sobre segurança digital em Istambul. A Promotoria os acusou de elo com o movimento Hizmet , do líder religioso Fethullah Gülen, acusado por Erdogan de ser mentor do golpe.

Os ativistas também serão julgados por suposta relação com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) , milícia curda, e com o movimento de extrema esquerda Partido da Frente Libertação Popular Revolucionária (DHKP-C).

Os três grupos são considerados terroristas no país. Como provas para embasar a acusação, a Promotoria inclui a visita a presos em greve de fome e contatos com pessoas que baixaram um aplicativo de mensagens criptografadas.

Ao deixar a prisão, Eser disse ter sido presa por fazer seu trabalho. "Não entendo como posso ser associada com três organizações terroristas diferentes por ir a um evento. Só fiz meu trabalho como defensora dos direitos humanos."

Desde o golpe frustrado, em 15 de julho de 2016, mais de 50 mil pessoas foram presas em ofensiva contra os supostos organizadores. O líder turco considera que o expurgo era necessário para manter a estabilidade no país.

A ação foi encarada por alguns países europeus como uma forma de reduzir a oposição e debilitar a Justiça. Em reação à prisão dos ativistas, a Alemanha começou a revisar pedidos das autoridades turcas de compra de armas alemãs.

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