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ATUALIZADA - Menina baleada por colega em escola de GO está paraplégica

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CLEOMAR ALMEIDA

GOIÂNIA, GO (FOLHAPRESS) - Uma estudante de 14 anos, ferida pelo adolescente que abriu fogo contra colegas de sala de aula, perdeu o movimento das pernas e está paraplégica, segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Hospital de Urgências de Goiânia, onde ela está internada na UTI desde a última sexta-feira (20), dia da tragédia.

A mãe da adolescente já havia adiantado sobre o risco, em entrevista à Folha no domingo (22). Na ocasião, ela contou que a garota levou três tiros na escola e um deles atingiu a medula espinhal.

O estudante de 14 anos autor dos disparos foi apreendido em flagrante após matar a tiros dois colegas de classe e ferir outros quatro no colégio particular Goyases. Ele foi encaminhado para um centro de internação em Goiás.

Apesar de o estado de saúde da adolescente ter evoluído positivamente, passando de grave para regular, ela ainda não tem previsão de receber alta médica.

Durante culto ecumênico nesta terça-feira (24) em frente à escola, a mãe da menina disse acreditar na reversão do caso da adolescente.

"Eu acredito que Deus vai recuperar a medula da minha filha", afirmou. "Eu sei que a minha dor não é maior que a das mães que perderam o filho, mas ela não é diferente porque é minha filha, meu bem precioso", disse.

Nesta segunda (23), o pai do adolescente autor dos disparos, um major da PM com mais de 25 anos na corporação, disse que "todos estão abalados e que tudo foi uma fatalidade".

Ele disse ainda que a mulher dele está se recuperando. Sargento da PM, ela estava responsável pela arma utilizada pelo filho -e que pertence à corporação.

FERIDOS

No Hospital de Urgências de Goiânia, também continuava internada (consciente e com respiração espontânea) outra adolescente ferida pelo atirador. Sem previsão de receber alta, ela completou 14 anos nesta terça na enfermaria da unidade de saúde.

Outra aluna ferida estava internada no Hospital dos Acidentados. Ela recebeu alta nesta quarta (25), mas terá de fazer cirurgia para reconstrução de ossos e tendões.

Na segunda, um rapaz de 13 anos recebeu alta. Ele ficou com um projétil de bala alojado em uma vértebra.

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