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Líder LGBT do Paraná pede aposentadoria por "doença gay"

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Toni Reis ironiza a decisão polêmica sobre cura gay - Foto: Reprodução Facebook
Toni Reis ironiza a decisão polêmica sobre cura gay - Foto: Reprodução Facebook

O diretor executivo do Grupo de Dignidade e líder ativista Toni Reis protocolou recentemente requerimento para obter sua aposentadoria por invalidez, no Paraná, por conta de suposta "doença gay". A homologação do pedido foi feita após decisão da Justiça Federal de Brasília que abre a possibilidade da homossexualidade ser tratada como doença por psicólogos.

"Espero que o pedido seja deferido pela Justiça, afinal eu sou gay há 53 anos e trabalhei mesmo doente durante todos esses anos. Quero aposentadoria retroativa. Quero a primeira aposentadoria por doença gay", ironizou Reis

O líder do Grupo Dignidade explicou que fez o pedido como forma de protestar e pretende abrir precedente no INSS, mesmo que, de acordo com ele, o pagamento do benefício da aposentadoria para todos os homossexuais que fizerem o requerimento possa "quebrar de vez a Previdência Social", e sugere ainda que impostos sejam cobrados de igrejas que promovem a "cura gay".

Toni Reis reitera crítica à nova decisão da Justiça também porque ela vai contra os pareceres do Conselho Federal de Psicologia e as resoluções da Organização Mundial da Saúde (OMS) que dizem que homossexualidade não está na lista oficial de doenças mentais.

Manifestações
Artistas e políticos também se manisfestaram contra a decisão da Justiça nas suas redes sociais contra a liberação da terapia de "reversão sexual, dentre eles Anitta, Preta Gil e Jean Wyllys.

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