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ATUALIZADA - Atirador de escola é levado para internação

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CLEOMAR ALMEIDA E DANIEL CARVALHO

GOIÂNIA, GO (FOLHAPRESS) - Por decisão judicial, o adolescente de 14 anos que atirou contra colegas de uma escola particular em Goiânia foi transferido nesta segunda-feira (23) da delegacia para um centro de internação, cujo endereço é mantido em sigilo.

No ataque, feito na sexta (20) com uma pistola .40 usada por sua mãe, que é policial militar, ele matou dois alunos e deixou outros quatro feridos no colégio Goyases.

O adolescente disse ter disparado porque sofria bullying —era chamado de "fedorento" por colegas de classe.

Na sexta (20), uma juíza determinou a internação do jovem pelo prazo de 45 dias. Caso seja condenado ao final do processo, ele pode ficar internado por até três anos, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente.

A PM de Goiás instaurou um inquérito para apurar como o adolescente teve acesso à pistola .40 —que é da corporação e estava sob a responsabilidade da mãe dele, sargento da PM com mais de 20 anos na instituição.

A mãe está internada em uma clínica particular da cidade desde que soube do envolvimento do filho no caso.

O atirador e o irmão mais novo dele, cuja idade não foi divulgada, não voltarão a estudar mais na escola, de acordo com a advogada da família, Rosângela Magalhães.

O pai do adolescente autor dos disparos, um major com mais de 25 anos na PM, visitou o filho no sábado (21) e no domingo (22). O oficial contou à advogada que o jovem "está muito mal, principalmente porque um dos amigos dele [João Vitor Gomes, 13] está entre as vítimas que morreram". O outro morto foi João Pedro Calembo, 13.

Em novo depoimento à polícia, na manhã desta segunda-feira, ele disse que nunca ensinou o filho a atirar e que o garoto nunca comentou sobre o bullying em casa.

MATERIAL

Pais e alunos retornaram à escola nesta segunda-feira para buscar o material que ficou para trás durante a fuga após o ataque de sexta.

As mochilas dos estudantes estavam distribuídas no pátio da escola. Alguns ficaram emocionados. "Minha filha saiu da sala no momento do primeiro tiro. Ela ficou transtornada. Não tenho intenção de tirar meus filhos daqui [da escola]", disse o pai de dois alunos do Goyases.

A escola só se manifestou até agora por meio de nota em que diz que seus responsáveis estão de luto e pede que não se faça qualquer julgamento. Segundo a mãe de um aluno que falou em nome dos diretores, ainda não havia previsão para a retomada das aulas.

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