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Polícia do Rio prende quatro homens armados a caminho da Rocinha

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A polícia do Rio prendeu na madrugada de sábado (21) quatro suspeitos armados que estariam se dirigindo à favela da Rocinha para reforçar a quadrilha de traficantes local contra uma possível nova invasão.

Os homens estavam em um carro na Linha Amarela, uma das principais vias da cidade, quando foram abordados por agentes do BPVE (Batalhão de Policiamento em Vias Expressas).

Com eles, a polícia encontrou dois fuzis, duas pistolas, grande quantidade de munição e carregadores e um colete à prova de balas camuflado.

Em nota, a Polícia Militar informou que os homens disseram ser do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, e estavam indo em direção à Rocinha, na zona Sul.

A ocorrência foi registrada na Cidade da Polícia, conjunto de delegacias especializadas na zona norte da cidade.

Na manhã deste domingo (22), houve troca de tiros entre policias do Batalhão de Choque e um bandido na Rocinha.

Desde o início da guerra de facções na comunidade, no dia 17 de setembro, a Rocinha tem vivido uma rotina de operações policiais, muitas delas com tiroteios.

No dia 22 de setembro, o governo estadual pediu apoio das Forças Armadas para cercar da favela enquanto a policia realizava incursões em busca dos bandidos.

Neste domingo, disse a Polícia Militar, os policiais do Choque estavam realizando buscas em uma localidade conhecida como 99 quando ocorreu a troca de tiros.

A guerra da Rocinha motivada pelo rompimento do atual chefe do tráfico local, Rogério Avelino, o Rogério 157, com seu ex-chefe, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, hoje preso em Rondônia.

As facções em disputa tiveram apoio de traficantes de outras comunidades do Rio e envolveram duas facções criminosas, a ADA (Amigos dos Amigos, que é facção de Nem) e o CV (Comando Vermelho, para onde 157 se transferiu após o rompimento).

Na sexta, a polícia prendeu Fabiano Baptista Ramos, o MC Tikão, acusado de intermediar a aproximação de Rogério 157 com o CV.

Segundo as investigações, ele teria ajudado o traficante a deixar a Rocinha durante o cerco do Exército para se reunir com Paulo Cesar Baptista de Castro, conhecido como Paulinhozinho do Fallet.

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