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Cotidiano

Polícia divulga vídeo de operação para prender ex-gerente do Banco do Brasil

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Um ex-gerente geral de uma instituição financeira, um contador e empresários foram presos numa operação deflagrada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba nesta terça-feira (17) em quatro estados do Brasil. 

Dois empresários, um do Paraná e outro de Goiás, estão foragidos e as forças policiais dos dois estados trabalham para localizar e prendê-los. Os documentos e celulares apreendidos durante a operação serão encaminhados para a perícia. 

A ação policial, batizada de “Sangria”, aconteceu também nos estados de São Paulo e Brasília. Ao todo, foram cumpridos 52 mandados judiciais: cinco de prisão temporária, outros sete de condução coercitiva, cinco de bloqueios de bens, 19 de busca e apreensão e 16 bloqueios de contas bancárias. 

“A investigação durou pouco mais de um ano. Houve a quebra de sigilo bancário dos envolvidos. A gente consegue identificar as impressões digitais direta e indiretamente na pratica criminosa -- cada um com sua função. O ex-gerente e o contador tinham participação direta porque tinham poder de decisão para praticar o desvio de dinheiro”, explicou o delegado titular da DFR, Mateus Layola. 

Segundo o delegado, o desvio foi de mais de R$ 10 milhões de uma instituição bancária com envolvimento direto do ex-gerente geral de uma agência que ficava no Centro de Curitiba. O esquema criminoso contava ainda com a participação de um contador, que abria contas bancárias sem o conhecimento dos donos das empresas e com documentos falsos. Com estes dados, ele repassava para o gerente geral que, por sua vez, realizava empréstimos financeiros e antecipações de títulos. 

“O contador, quando soube que estávamos ouvindo pessoas aqui na delegacia, chegou a oferecer R$ 50 mil para um dos sócios de uma das empresas para que ele negasse a prática criminosa”, completou Layola.O ex-gerente da instituição bancária chegou a alterar o cadastro de empresários no sistema do banco, sem que os mesmos soubessem, para que as transferências bancárias fossem realizadas. Estes recursos eram transferidos, posteriormente, para contas de empresas envolvidas com a quadrilha. 

“O ex-gerente do banco conseguiu capitanear contas de Anápolis, em Goiás. Esta prática é pouco usual porque a empresa é de outro estado. Isso chamou a atenção do banco. O contador preso também prestava serviço para estas empresas”, diz.O dono destas empresas estão entre os detidos. Eles responderão pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público), falsificação de documento público e particulares, expedição de duplicatas simuladas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. 

80 policiais
Cerca de 80 policiais civis dos quatro estados participaram da operação. Além dos policiais da DFR, Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, Delegacia de Desvio de Cargas e do TIGRE (Tático Integrado Grupo de Repressão Especial), unidade de elite da Polícia Civil, participaram ainda policiais da DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de Goiás, GARRA (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) de São Paulo e da Divisão de Capturas e da Polícia Interestadual de Brasília. 

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