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Autoexame da tireoide pode ajudar a detectar disfunção; aprenda como fazer

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Autoexame da tireoide pode ajudar a detectar disfunção. Foto: Ilustração
Autoexame da tireoide pode ajudar a detectar disfunção. Foto: Ilustração

Todo mundo tem tireoide. Trata-se de uma glândula que fica localizada no pescoço, logo abaixo do “pomo-de-adão”. O que algumas pessoas têm é um distúrbio nessa região. Os problemas podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e mulheres. E segundo especialistas, o autoexame é uma maneira de detectar a disfunção. 

As doenças relacionadas a essa glândula são o hipotireoidismo, hipertireoidismo e nódulo tireoidiano. O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide não produz hormônios suficientes para exercer suas ações em todo o corpo. Tudo passa a funcionar mais lentamente: o coração bate devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorrem também a diminuição da capacidade de memória, cansaço, dores musculares e nas articulações, sonolência, pele seca, ganho de até 4 kg, aumento nos níveis de colesterol e, em alguns casos, depressão. 

Pode haver ainda frio, queda de cabelo e infertilidade. Nessa situação, o organismo tenta "parar” o indivíduo, já que não há "combustível" para gastar. Apesar de ser mais comum acima dos 40 anos, o hipotireoidismo pode ocorrer em todas as fases da vida. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos podem ter a doença. O hipotireoidismo também pode ser detectado pelo teste do pezinho. Retira-se uma gota de sangue do pé do bebê no terceiro dia de vida. O exame ajuda a verificar se a tireoide está funcionando bem, além de atestar a ocorrência de outras doenças. Se o hipotireoidismo congênito for controlado de forma adequada e precoce, a criança terá uma vida normal.

No caso do hipertiroidismo ocorre o contrário. É quando a tireoide produz hormônios em quantidade maior que a necessária. Os olhos ficam saltados, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito e dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.

E o nódulo tireoidiano, que é a presença de uma massa de tecido tireoidiano, semelhante a um “caroço”, que se forma em alguma parte da tireoide. 
Quem tem disfunção na tireoide deve fazer um acompanhamento a cada 6 meses para avaliar a dosagem dos hormônios. Se você tem alguma desregulagem, não tenha receio de fazer a reposição hormonal. Ela proporciona ao organismo aquilo que a glândula não consegue mais fazer sozinha.

Autoexame
O autoexame é uma maneira de detectar a doença. Para fazer o autoexame da tireoide é preciso um copo de água e um espelho:

Segure o espelho e procure no pescoço a região logo abaixo do "pomo-de-adão" ou, como é popularmente conhecido, gogó. Ali está a sua glândula tireoide.
Incline o pescoço para trás, para que a região fique mais exposta.
Beba um pouco de água.
O ato de engolir fará com que a tireoide suba e desça. Não confunda a tireoide com o "pomo-de-adão".
Observe se existe algum caroço ou saliência. Se observar alguma alteração procure um endocrinologista. Ele é o profissional especializado sobre o assunto.

Se identificado, a maior preocupação é que o nódulo seja maligno, mas no caso da tireoide, na maioria das vezes ele é benigno. Nesse caso, o nódulo deve ser acompanhado uma vez por ano através do exame de ultrassom – se permanecer com a mesma forma e tamanho, nada precisa ser feito

Se o nódulo crescer, pode ser que precise ser puncionado com uma agulha fina. Ele deve ser puncionado também se for maior do que 1 centímetro, se for detectado em pessoas muito jovens (abaixo de 18 anos) ou muito velhas (acima de 60 anos) ou tiver características, como contorno indefinido, calcificação interior de um nódulo recente ou vascularização central ou periférica.


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